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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Yeda e Alighieri
Ainda não foi possível à sociedade gaúcha ficar
ciente de todo o conteúdo da ação do MPF (Ministério Público Federal)
que aponta existência de uma “quadrilha criminosa” no governo do Estado
do Rio Grande do Sul. As quarenta páginas das mais de mil da ação civil
pública que estão protegidas sob sigilo, liberadas pela OAB, já são mais
do que suficientes para instaurar de vez uma crise sistêmica no palácio
Piratini. Isto posto, entra aqui agora minha lembrança de Dante
Alighieri. Em um primeiro momento poderia se imaginar que os descaminhos
da administração pública do Estado do Rio Grande do sul se assemelham a
uma “Divina Comédia”, mas não foi exatamente esta minha lembrança, ela
se aplica mais precisamente a uma frase a este atribuída que entendo que
deva nortear o comportamento do povo gaúcho nesta triste hora para nosso
Estado. Os noticiários apontam como a mais grave crise desde a
legalidade, e isto me remete a um estado de espírito ainda mais
melancólico, que saudade das crises políticas do passado em nosso
Estado, como eu preferia Leonel Brizola novamente empunhando uma
metralhadora em frente ao Palácio Piratini, invadindo a rádio Guaíba e
transmitindo em ondas curtas e médias a cadeia da legalidade, pois bem o
tempo não para, vivemos o aqui e o agora. Só nos resta esperar que o
povo gaúcho tenha a postura de exigir a fundo à apuração das denúncias e
que como Dante Alighieri persiga a senda de que “No inferno os lugares
mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em
tempo de crise”.
Fernando Rosário – por
correio eletrônico
Amante da CIA
Em seu governo, a Polícia Federal estava sob
grande influência da CIA. Com suas privatizações, foram desempregados
11,454 milhões de trabalhadores. Esse dito intelectual privatizou
setores de siderurgia, telecomunicações, eletricidade, mineração,
petroquímica, saneamento e finanças. Impulsionado pela tese da
dependência que enunciou, o governo neoliberal liquidou o patrimônio
público, privatizou uma quantidade enorme de empresas estatais altamente
lucrativas, adotou a política suicida de abertura do mercado interno a
produtos estrangeiros e desencadeou uma campanha maciça de
desmoralização do setor público. Segundo uma pesquisa efetuada pela
empresa de consultoria KPMG Internacional, entre os anos 1998/2000 o
governo do presidente Fernando Henrique Cardoso privatizou 104 empresas
da área de comunicações, sendo que na área de tecnologia da informação o
número foi de 93 empresas, perfazendo um total de 197 corporações
nacionais. A maior parte das empresas privatizadas foi doada a
banqueiros norte-americanos, e em segundo lugar a banqueiros franceses.
E, de uma forma geral, a exclusão social fomenta um elevado índice de
analfabetismo, fome, desemprego, perda do poder aquisitivo e pobreza
extrema do povo. Um boletim do Banco Central, de 30 de outubro, registra
que a dívida financeira do governo (títulos emitidos pelo governo)
atingiu 658,8 bilhões de reais. Oito anos antes, a dívida era de 60
bilhões de reais e a dívida líquida do setor público (incluindo também a
dívida externa) chegava a 885,2 bilhões de reais. O presidente Fernando
Henrique Cardoso assumiu o governo no momento em que a dívida era de 153
bilhões de reais e a cotação de um (1) dólar equivalia a 0,85 real, mas
ao deixar o governo, oito anos depois, um (1) dólar estava cotado a 3,54
reais e a dívida cresceu assustadoramente.
Cerca Cerqueira – por correio
eletrônico
Sionistas nos EUA
Caros amigos. Recentemente li um livro de Henry
Ford que afirma que os Estados Unidos são um país dominado pelos
sionistas. Por isto o apoio incondicional deste país à política genocida
de Israel sobre os Palestinos. Até que ponto isto é verdade? Talvez o
ideal fosse que cada um lesse este livro, analisasse seus argumentos
para formar a sua própria opinião.
Jose da Silva – por correio
eletrônico
Base Militar
Uma base militar dos EUA na Colômbia é um
assunto preocupante para região. Eu não sei por que trazer ou importar
militares para região. Porque não organizar um grupo dos paises da
região para ajudar a Colômbia? Porque a Colômbia não discutiu com os
países da região o assunto antes de fechar o acordo com os EUA? Talvez
porque a base dos EUA tem outros objetivos. A presença do presidente
Lula e do PT na liderança impediu que os EUA conseguissem seus
objetivos, um deles o de colocar a mão na Amazônia e o Brasil é um
mercado econômico importante. Também querem mudar a política dos países
da região que não querem obedecer aos EUA.
Hussein Hussein – por correio
eletrônico |