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Iedi: IPCA
seria bem menor sem o aumento abusivo na energia elétrica
“Em julho, o IPCA registrou
variação de 0,24% (0,36% em junho) e poderia ser muito menor sem o aumento
da energia elétrica na região metropolitana de São Paulo”, avalia o
Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), sobre o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo divulgado pelo IBGE no dia 7
de agosto.
Em julho, os consumidores de
energia elétrica atendidos pela AES Eletropaulo tiveram um reajuste, em
média, de 13%. Para a indústria, a alta foi de 15,25% e nas residências, de
12,96%. Os índice autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
é mais de três vezes maior do que o IPCA nos últimos doze meses (4,50%).
No acumulado do ano até
julho, o IPCA acumula alta de 2,81%, inferior ao verificado no mesmo período
de 2008, quando a taxa foi de 4,19%. Considerando os últimos doze meses,
observa-se recuo pelo quinto mês consecutivo, para uma taxa de 4,50%, ante
4,80% em junho.
Segundo o Iedi, “a
descompressão nos preços dos alimentos foi decisiva para que a inflação
mensal se situasse abaixo do que indicavam as previsões dos analistas de
mercado (0,31%)” e cita o preço do leite pasteurizado que teve uma variação
de 4,02% em julho contra 12,10% no mês anterior.
Os “analistas de mercado” - bancos
e empresas estrangeiras - se aproveitam da elevação dos índices de inflação
para defender a manutenção das altas taxas de juros pelo Banco Central. O
boletim Focus, divulgado pelo BC, na segunda-feira (10), reduziu a projeção
da inflação de 4,50% para 4,40% para este ano e afirma que a taxa Selic não
pode cair mais .
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