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PMDB aciona Virgílio e faz Senado ter semana calma
Os discursos no Senado assumiram tons
conciliatórios nesta semana após o PMDB ter entrado com uma representação por
quebra de decoro parlamentar contra o líder da bancada do PSDB, Arthur Virgílio
(AM).
O próprio Virgílio se eximiu de ir à tribuna
como sempre faz para pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP), e atacar o governo Lula.
Contribuiu também o fato do líder do PMDB na
Casa, Renan Calheiros (AL), ter rebatido a provocação do senador Tasso
Jereissati (PSDB-CE), na sexta-feira, que se dirigiu ao peemedebista de forma
chula e acintosa, dizendo que o senador alagoano não o apontasse com “seu dedo
sujo”, descompensado pela leitura da ação do partido no plenário. “O dedo sujo,
infelizmente, é o de V. Exa. São os dedos dos jatinhos que o Senado pagou”,
respondeu Renan. Renan também chamou Tasso de “coronel cangaceiro”. A atitude do
tucano foi tão constrangedora que ele subiu à tribuna na terça-feira para pedir
desculpas (ver matéria abaixo).
O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma
(PTB-SP), disse que o pedido de desculpas de Tasso permitirá à Casa “entrar no
eixo da dignidade e do respeito”.
Até Sérgio Guerra, presidente do PSDB, avaliou
que, mantido o cenário de confronto, “a instituição afundará”. Sérgio Guerra é
acusado de custear a viagem da sua filha aos EUA com quase R$ 5 mil do Senado. O
senador Osmar Dias (PDT-PR) disse que agora se “abre um novo caminho para o
Senado” e que, por conta da crise, o Senado paralisou as votações que interessam
ao país.
O presidente do Conselho de Ética, senador Paulo
Duque (PMDB-RJ), arquivou na quarta-feira a representação do PMDB contra Arthur
Virgílio. O partido disse que vai recorrer. A ação do PMDB relaciona, além do
episódio envolvendo o funcionário do seu gabinete que foi morar no exterior e
continuou recebendo do Senado, a utilização de recursos do Plano de Saúde
Parlamentar em valores muito acima dos limites permitidos (R$ 723 mil) no
tratamento da sua mãe, assim como o recebimento de R$ 10 mil do ex-diretor-geral
do Senado, Agaciel Maia. Sem saída, Virgílio confessou as acusações e disse que
vai devolver o que tinha desviado.
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