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Milhares marcham
120 km em Honduras
em repúdio aos golpistas da oligarquia
Depois
de marcharem mais de 120 quilômetros, dezenas de milhares de hondurenhos tomaram
as principais ruas da capital Tegucigalpa e da segunda cidade do país, San Pedro
Sula, condenando o golpe de Estado e exigindo o retorno do presidente Manuel
Zelaya.
Na marcha da região de Olancho, encabeçada pelo sacerdote Andrés Tamayo, chegou
a primeira dama, Xiomara Castro; a filha do casal presidencial, Hortência; e a
mãe do estadista, Hortência Rosales.
“Eles têm medo de nós porque não temos medo”, puxou, no carro de som, Hortência
Zelaya, de 21 anos, acompanhada pela multidão. “Honduras resiste, insiste e
persiste”, continuou.
Xiomara Castro afirmou que a resistência não só pretende o retorno do presidente
ao poder do Estado, mas “também avançar nas transformações no país, fazer dele
um país de todos e não só da oligarquia e dos capitais estrangeiros”. Próxima do
palácio de governo, a primeira dama assinalou que “estão passando informações
falsas. Dizem que em Honduras há tranquilidade, que as manifestações diminuíram,
mas é mentira. Os poucos meios de comunicação honestos que trabalham aqui devem
informar ao mundo que o povo está de pé, levantado contra os crimes dos
golpistas”. “Eles têm seqüestrado o povo hondurenho com as manipulações”,
frisou, denunciando que os usurpadores não permitiram a entrada da missão da
Organização de Estados Americanos (OEA) ao país “porque acreditaram que esta
manifestação acaba na quarta-feira. Ao contrário, está começando”.
Na tarde da quarta-feira, dia 12, na avenida Juan Pablo II, cinco padres
católicos, entre eles o superior dos jesuítas, Ismael Moreno, iniciaram o ato
com uma missa popular. “O tirano que ocupou o governo através de um golpe de
Estado é um criminoso. A Constituição em seu artigo três diz que o povo tem
direito à insurreição”, afirmou o padre de Santa Rosa de Copán, Fausto Milla.
“Insurreição, Insurreição”, entoaram os manifestantes no parque agora denominado
“Praça da Liberdade” pela Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de
Estado em Honduras.
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