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Governador de Tocantins recorre contra cassação
O governador de Tocantins, Marcelo Miranda
(PMDB), entrou na segunda-feira (17) com recurso no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) pedindo que o tribunal reconsidere a decisão, tomada em
junho, que cassou o mandato do governador e de seu vice, Paulo Sidnei
Antunes (PPS).
O processo que resultou na cassação de Marcelo
Miranda foi movido pelo candidato derrotado, o ex-governador José Wilson
Siqueira Campos, do PSDB. Sem voto e inconformado com a derrota, Siqueira
Campos apelou para o tapetão, alegando que o governador eleito cometeu abuso
do poder político, acusando-o de prometer vantagens a eleitores, preencher
cargos públicos de forma irregular, distribuir bens custeados pelo serviço
público, usar indevidamente meios de comunicação e doar 14 mil
cheques-moradia.
A defesa do governador rebate as acusações. Ela
informou que solicitou uma “grande quantidade” de documentos e agora “os
esforços são para provar que não houve abusos políticos, mas que todas as
ações de Marcelo Miranda foram feitas dentro da regularidade”. Um dos
advogados do governador, Fernando Neves, afirmou que nenhuma das supostas
irregularidades citadas foi capaz de interferir na disputa eleitoral. “O que
se vê aqui é uma desesperada tentativa de se reverter o resultado das
urnas”, disse. “Por que há uma eleição, se interrompe os programas de saúde?
Será que tudo isso tinha que parar?”, questionou.
Por seu lado, o advogado Torquato Jardim
destacou que a lei não determina que o governador se afaste do cargo durante
a campanha a reeleição. “Por se tratar de reeleição, a candidatura não
reprime as demandas sociais. Não se demonstra o abuso da autorização
administrativa para a obtenção de voto”, declarou.
Para a defesa de Marcelo Miranda, o processo
movido pelos adversários do governador peca por não ter base na verdade
desde a primeira peça. “Eles tentam transformar atos próprios de gestão em
suposto abuso para desvirtuamento da eleição”, diz. O tucano Siqueira
Campos, segundo colocado nas eleições de 2006, também entrou com recurso no
TSE, contestando a decisão do tribunal de realizar eleições indiretas ao
invés de empossá-lo. A meta de Siqueira Campos é sentar de qualquer jeito na
cadeira do governador.
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