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Chefe da Casa Civil de SP recebeu US$ 15,8 mil ilegais da CCR, diz relatório da
PF
A Polícia Federal concluiu a segunda fase da
Operação Castelo de Areia - investigação sobre evasão de divisas e lavagem de
dinheiro envolvendo a Construtora Camargo Corrêa - e anexou ao relatório
documento que aponta, com base em laudos produzidos pelo Instituto Nacional de
Criminalística, a existência de um esquema de pagamentos mensais ilegais a
parlamentares e membros do governo de São Paulo. A construção do trecho sul do
Rodoanel é uma das obras que foram investigadas pela operação.
O documento é formado por 54 planilhas que
apontam para uma contabilidade paralela da empreiteira. Elas registram dados
sobre 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998. Em um dos
arquivos, na página 18 aparecem valores ao lado da expressão “Palácio Band” - 4
anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil. Na
última planilha, página 54, na coluna “Diversos” constam nove registros, um
assim descrito: “14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$
15.780”. Aloysio Nunes é o atual Chefe da Casa Civil do governo José Serra.
Na página 54, há quatro lançamentos em nome do
deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Cada registro tem o valor de US$ 5 mil,
somando US$ 20 mil entre 13 de janeiro e 14 de abril de 1998. À página 21,
outros 12 lançamentos associados ao nome Feldman, entre 26 de janeiro e 23 de
dezembro de 1996 - US$ 5 mil por mês.
O Ministério Público Federal (MPF) poderá
requisitar à Justiça o envio à Procuradoria-Geral da República dos dados
referentes a autoridades que detêm prerrogativa de foro perante o Supremo
Tribunal Federal (STF). Outra medida será a abertura de vários inquéritos para
investigar as obras.
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