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Metalúrgicos rejeitam proposta da Usiminas: 0%
de aumento real
No dia 14 de janeiro deste ano, a empresa
recebeu R$ 93.788.987 de recursos do BNDES,
enquanto demitia mais de 2 mil
Em assembleia realizada na sede do Sindicato dos
Metalúrgicos de Ipatinga-MG (Sindipa), dia 25 de
novembro, os trabalhadores da Usiminas
rejeitaram por unanimidade a proposta de
reajuste apresentada pela empresa, que não prevê
aumento real de salário.
Conforme o Sindicato, a Usiminas propõe um
reajuste de apenas 4,18% a partir de janeiro de
2010, abono salarial de R$ 300,00 em dezembro,
cesta básica mensal de R$ 50,00 a partir de
julho de 2010 e parcelamento das férias em duas
vezes.
Em negociação com a Usiminas para o Acordo
Coletivo 2009/2010, o Sindicato denunciou que
não há avanço no diálogo com a empresa. “As
negociações não avançaram em nada. A empresa
voltou a fazer uma proposta absurda, que não
condiz com a realidade atual”, disse o
presidente do Sindicato, Luiz Carlos Miranda.
Entre outros pontos, o Sindicato exige reajuste
de 12%, abono salarial de R$ 3.300, redução da
jornada para 40 horas semanais, garantia de
emprego e o reembolso das despesas médicas, além
da manutenção das conquistas anteriores.
Em nota à imprensa, a Usiminas divulgou uma
hipotética “proposta construída junto com o
sindicato”, prontamente rechaçada e denunciada
por Miranda como “uma pegadinha para tentar
enganar o trabalhador”. “A Usiminas só retirou o
valor total da cesta básica de uma proposta e
jogou no abono da outra. Não vamos permitir que
a empresa utilize velhos artifícios para tentar
reduzir os nossos direitos”, sublinhou.
A Usiminas é controlada pela japonesa Nippon
Steel – que também controla a Cosipa -, uma das
empresas estrangeiras beneficiada com recursos
do BNDES enquanto demitia e ameaçava os
trabalhadores com redução de salários. No final
do ano passado, no dia 4 de novembro, o grupo
recebeu R$ 57.484.507 do Banco. No dia 14 de
janeiro deste ano, a Usiminas recebeu mais R$
93.788.987 de empréstimo, mesmo período em que
demitia mais de 2 mil trabalhadores.
De acordo com Miranda, a categoria está
preparando paralisação na próxima segunda-feira.
Miranda ressaltou que cruzar os braços pode ser
a resposta da categoria “diante de tanta
intransigência e desrespeito com o trabalhador”. |