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4 mil
professores ocupam ruas em SP por reajuste de 27,5%
Cerca de quatro mil professores da rede oficial
de ensino paulista participaram da assembleia convocada pela Apeoesp na
última quinta-feira, na Praça da República, em São Paulo, em frente à
Secretaria de Educação, quando reafirmaram a determinação de paralisar as
aulas no início do ano letivo de 2010, caso as reivindicações da categoria
não sejam atendidas.
Entre as prioridades elencadas estão os 27,5% de
reajuste salarial; 6% de reposição das perdas de 2009; respeito à data-base
e o fim da política excludente de “promoção por mérito”, que “desrespeita a
carreira, fragmenta e promove a competição entre os docentes”. Segundo a
presidente da Apeoesp, Maria Isabel Azevedo Noronha (Bebel), para derrotar a
política educacional do governo tucano, é preciso buscar a unificação de
todas as entidades do magistério.
“A Lei Complementar 1097/2009 (PLC 29) arrebenta
com a carreira do magistério, ao impor uma avaliação para que o professor
tenha direito a reajuste salarial. Além disso, este direito fica limitado a
até 20% dos professores – sejam eles efetivos, estáveis ou ACTs (Admitidos
em Caráter Temporário) –, deixando de fora pelo menos 80% da categoria. Por
isso, a assembleia aprovou o total boicote a esta avaliação do PLC 29”,
esclareceu Bebel.
O secretário de Educação, Paulo Renato, que
havia se comprometido a receber uma delegação da Apeoesp, remarcou a reunião
para terça-feira (1º). |