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Opel ameaça fechar
fábrica e o Partido do
Trabalho belga quer a sua nacionalização
Diante
dos planos da GM de fechamento de plantas industriais de sua subsidiária
Opel na Europa, o presidente do Partido do Trablaho da Bélgica, Peter
Mertens, escreveu uma Carta Aberta ao presidente da União Européia, Herman
Van Rompuy, também belga, no dia 25 de novembro.
Mertens denuncia que a venda da Opel para a Magna, que para ser efetivada
necessitava que esta última levantasse recursos junto a bancos na Europa, o
que não ocorreu, levando o negócio a ser desfeito.
Alertando que a Opel “tem fábricas em nove países da Europa” das quais
dependem por empregos diretos e indiretos “250 mil famílias ou mais de meio
milhão de pessoas”.
Com o negócio desfeito a “GM retoma seus velhos planos que previam o
fechamento de três unidades e a supressão de 12.000 dos 50.000 empregos. A
fábrica de Anvers [na Bélgica] é uma das três previstas para fechamento”,
diz o dirigente do PTB.
“Senhor presidente, durante décadas os trabalhadores da Opel Anvers se
desdobraram para fazer dela uma empresa rentável”, prossegue Peters,
admitiram perdas na esperança de conservar seus empregos e “no entanto, o a
Opel Anvers passou de 12.000 para 2.700 trabalhadores”.
“Hoje, essas pessoas vivem de novo sob a angústia diante de incertezas no
quanto ao futuro e há também a ira pelas promessas não cumpridas”, diz ainda
o líder.
Diante disso, o presidente do PTB sugere que a Opel européia se torne a
primeira empresa pública européia.
“Numa empresa pública européia será possível desenvolver modelos e definir a
sua produção de acordo com as necessidades da sociedade”, acrescenta.
“Os fechamentos e perdas de emprego não são uma fatalidade à qual a Europa
deve se submeter de forma inapelável. A única coisa necessária é a coragem
política e as famílias assim como os sindicatos darão sustentação a seus
planos através de manifestações diante dos prédios da Comissão Européia e
diante dos parlamentos de cada país envolvido”, conclui Peters.
Dois dias antes da divulgação da Carta Aberta, milhares de trabalhadores da
Opel da Européia se reuniram diante da unidade de Anvers. Centenas de
operários vindos da Alemanha participaram do ato em solidariedade aos
colegas belgas.
Chegaram em carreata vindos das localidades de Bochum, Kaiserlautern e de
Rüsselsheim, onde existem fábricas da Opel. Trabalhadores vindos da Polônia,
Espanha e Hun-gria também estiveram presentes na manifestação.
“Lutamos hoje pelo futuro dos trabalhadores em Anvers e será o mesmo se
qualquer outra fábrica estiver ameaçada”, declarou Peter Scherrer,
secretário-geral da Federação Européia dos Metalúrgicos. |