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Governo do Líbano reconhece a Resistência como integrante do sistema de defesa
nacional
Quatro dias após a celebração da Indendência do Líbano, em 22 de novembro de
1943 o novo governo da República do Líbano leu uma declaração que afirma: “É
direito do povo libanês, do seu Exército e da Resisência libertar as Fazendas
Sheeba e as Colinas de Kfar Shuba e parte norte do povoado de Ghajar assim como
defender o Líbano, suas águas territoriais diante de qualquer inimigo e por
quaisquer meios accessíveis e legais”.
Com isso o novo Governo de Unidade Nacional torna acolhe e torna legal e
incorpora a Resistência Nacional Libanesa.
“A declaração deixa claro que o Hezbollah - que desde a Resistência ao ataque de
2006 tem desfrutado de apoio da maioria do povo – e o Estado do Líbano são
inseparáveis quando se trata da defesa deste país da interferência estrangeira e
da ocupação”, afirma o pesquisador norte-americano, Franklin Lamb.
“Com a declaração”, prossegue, “o Líbano atende as exigências da ONU de desarme
de milícias uma vez que a partir de agora a Resistência, liderada pelo Hezbollah,
são parte integrante da defesa do Líbano e não apenas uma organização política
ou militar”.
O presidente do Parlamento Nabih Berri destacou que “as armas do Hez-bollah
pertencem a todos os libaneses e sua luta reclama a retirada de Israel de todo o
território libanês”.
O representante do Líbano diante do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, Ali
Khalil, enviou uma mensagem ao governo dos EUA: “Vocês podem ter relações
amistosas com o Líbano, mas isso significa tratar o Líbano e o novo governo como
um todo; não colhendo certos ministros ou partidos no parlamento. Ajuda, armas e
equipamento de defesa, comércio, devem ser negociados com igualdade. O Hezbollah
é o Líbano e o Líbano é o Hezbollah. Tentem entender isso e se acostumarem a
isso, para que haja diálogo e respeito mútuo”. |