|
Presidentes rejeitam na Cúpula
Ibero-americana farsa eleitoral de Micheletti
Na XIX Cúpula Ibero-americana, reafirmou-se a
rejeição às “eleições” em Honduras sob golpe e sem devolução do poder ao
presidente Zelaya. O governo brasileiro não reconhece eleições que têm como
intenção o “branqueamento de um golpe de Estado”, assinalou o presidente Lula.
Cristina Kirchnner, presidente argentina, ao saudar a eleição – também de
domingo – que elegeu José Mújica no Uruguai, comparou as duas votações. “A
menção de eleições democráticas no Uruguai torna inevitável também a abordagem
de outras pseudo-eleições realizadas no continente, praticamente um simulacro
ocorrido em Honduras”, afirmou. O atual presidente uruguaio, Tabaré Vázquez,
afirmou que seu país “não reconhecerá” a eleição de Honduras porque ela surge de
“uma decisão ilegal tomada por um Governo de facto”.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet,
enfatizou que “as eleições realizadas em Honduras não podem ser invocadas para
legitimar um golpe de Estado perpetrado há cinco meses, porque desta forma se
estaria abrindo um precedente grave e inaceitável, uma ameaça para a democracia
na América Latina”. Felipe Calderón, presidente do México, ressaltou que
eleições livres são uma condição necessária, “mas não suficiente para o
restabelecimento da ordem constitucional”. Ele afirmou que seu governo reitera a
“exigência expressada tanto na OEA, como no Grupo do Rio, do cumprimento das
condições estabelecidas pela comunidade internacional”, para o restabelecimento
da ordem constitucional em Honduras. Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia,
Paraguai, Nicarágua e Guatemala também rejeitaram o simulacro de pleito. |