|
Para teles,
PNBL bom é despesa com o governo e lucro com elas
O
engenheiro eletrônico Virgílio Freire afirma que o “Plano Alternativo”
do ministro Hélio Costa para a banda larga nacional foi elaborado pelas
teles e está “evidentemente baseado em duas premissas: o máximo de lucro
para as operadoras e o mínimo de investimentos por parte das mesmas,
deixando para o Governo as despesas e investimentos e ficando as
operadoras com o comando do Plano”. O documento, amplamente divulgado
pelo Ministério das Comunicações, ao longo de quase 200 páginas, “não
diz uma vez sequer a velocidade de banda larga que pretende oferecer aos
cidadãos brasileiros. Nem uma única vez”, diz o ex-diretor da Embratel,
da Telebrás e da Telesp. Sem definir a velocidade, no entanto, o plano
chuta valores de “investimentos”. Do total de 74 bilhões, as teles se
propõem a pôr 14 bi.
Página
2
|