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Comparada com a de Yeda a fraude no DF é amadora, diz presidente da CPI
“A fraude no Distrito Federal é muito menor e muito mais amadora do que no Rio
Grande do Sul”, afirmou a presidente da CPI da Corrupção da Assembleia
Legislativa do Rio Grande do Sul, deputada Stela Farias (PT), revelando que as
fraudes no governo Yeda Crusius (PSDB) podem atingir R$ 500 milhões.
A deputada disse que “aqui o esquema é muito
mais organizado, descentralizado, com várias frentes de ação e com proteção (dos
operadores) por parte de agentes públicos”.
Com base nas investigações realizadas pela
Polícia Federal e acompanhadas pelo Ministério Público Federal durante a
Operação Solidária, a CPI teve acesso ao inquérito de 3.500 páginas, com 84.000
grampos de conversas telefônicas e mais 3.000 e-mails interceptados. “O dinheiro
servia para três finalidades: caixa 2 de campanha, financiamento de partidos
políticos e enriquecimento ilícito”, resumiu Stela Farias.
Foram citadas como superfaturadas as obras das
barragens de Jaguari e Taquarembó, das estradas RS-494 e RSC-471, da BR-392,
além de obras de saneamento básico nos municípios de Canoas, Esteio, Viamão,
Alvorada e Gravataí realizadas pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
A CPI elenca entre os pivôs das fraudes o
ex-secretário de Canoas, Chico Fraga, apontado como o elo entre as fraudes nas
operações policiais. Fraga, dono de 25 imóveis e 14 automóveis de luxo, seria o
encarregado da cobrança e da partilha das propinas.
Rogério Porto, secretário da Irrigação de Yeda,
também está implicado, assim como a ex-assessora da tucana, Walna Menezes, e a
ex-secretaria-adjunta de obras, Rosi Bernardes. Walna seria a responsável por
fazer a ligação entre o gabinete da governadora, a lobista Neide Bernardes e
Chico Fraga.
O fio da meada para a investigação policial da
Operação Solidária foi a licitação burlada para a merenda escolar contratada
pela prefeitura de Canoas, na época governada por Marcos Ronchetti, do PSDB, que
também foi denunciado.
“Vimos, no máximo, um terço da documentação”,
falou Stela. “E temos de falar de forma cifrada, não podemos abrir mão tudo por
causa do sigilo”, completou.
A Operação Solidária nasceu logo após a
conclusão da Operação Rondin (novembro de 2007) que prendeu 13 pessoas
envolvidas na fraude do Detran-RS. Inicalmente tratadas como casos separados, as
investigações revelaram haver conexão entre as duas.
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