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Secretário montou esquema autônomo de propina na Saúde do DF, mostram
depoimentos
Segundo depoimentos e vídeos da Operação Caixa
de Pandora, o ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, deputado licenciado
Augusto Carvalho, seu subsecretário, Fernando Antunes, e o empresário Alcyr
Collaço dividiam uma propina de R$ 60 mil mensais por meio de um contrato de
atendimento telefônico prestado à Secretaria de Saúde pela empresa Call
Tecnologia.
Um vídeo divulgado mostra Alcir Collaço
recebendo este ano R$ 30 mil do ex-secretário de Relações Institucionais do
Governo do Distrito Federal, Durval Barbosa, na sede da Secretaria de Assuntos
Institucionais, e guardando o dinheiro na cueca.
Além disso, um dos vídeos mostra ainda a
diretora comercial da Uni Repro Serviços Tecnoló-gicos Ltda, Nerci Soares
Bussamra, reclamando ao então secretário de Relações Institucionais do governo e
autor da gravação, Durval Barbosa, que Fernando Antunes achacou a empresa por
meio de uma auditoria e pediu dinheiro para manter o contrato. A Uni Repro
recebe R$ 1,6 milhão por mês da secretaria para prestar serviços gráficos.
Carvalho é denunciado por ter montado um esquema próprio de arrecadação de
recursos ilícitos na Secretaria da Saúde.
Em um diálogo, transcrito do inquérito aberto
pela Polícia Federal, Durval Barbosa leva o assunto ao conhecimento do chefe.
“Cê tem de pegar o Antunes e dar uma freada”, diz ele ao governador Roberto
Arruda. “Também acho”, responde o governador. Arruda afirma, então, que gostaria
de mudar o comando da Secretaria. Barbosa destaca: “O Augusto mais o Antunes
tomaram muito dinheiro dela, muito”. E completa: “Sei que andaram tomando tudo
quanto é dinheiro da mulher e da empresa lá”.
Augusto Carvalho deixou a Secretaria de Saúde do
Distrito Federal depois que estourou o escândalo da propina no Distrito Federal,
onde o próprio governador Roberto Arruda é apontado como chefe da quadrilha pelo
inquérito da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.
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