|
Metalúrgicos:
presidente da GM quer “flexibilizar” jornada para poder “investir”
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos
Campos respondeu às declarações do presidente da GM no Brasil, Jaime Ardila,
que, em coletiva à imprensa nesta semana, anunciou que a montadora irá realizar
“investimentos” no país, mas que para isso, é necessários “um acordo de
flexibilização de jornada de longo prazo, a uma nova grade salarial, ou seja,
reduzir salários e incluir sábados extras”, disse o Sindicato.
“Os acordos anteriores que fizemos com São José
eram de curto prazo. Agora, queremos discutir um acordo que dure ao menos cinco
anos”, defende Ardila. O dirigente da General Motors projeta encerrar o ano de
2009 como o mais rentável da companhia em todo o mundo.
Condenando qualquer tentativa da empresa de
prejudicar os trabalhadores, o Sindicato esclareceu que “a empresa está buscando
implantar o famigerado Banco de Horas na fábrica, em troca de investimentos na
planta”. O Banco de Horas possibilita que a empresa aumente ainda mais a
exploração, acelerando o ritmo de trabalho e alargando as jornadas extras em
período de maior demanda. De acordo com a entidade, a chantagem não vingará:
“mesmo porque, a empresa sabe que os metalúrgicos repudiam a retirada de
direitos, como já ficou provado na grande luta ocorrida em 2008, quando a
proposta de Banco de Horas foi derrotada pela categoria. Sem contar que a GM,
depois de toda a campanha feita contra o Sindicato e os trabalhadores na época
das 600 contratações, seis meses depois quebrou o acordo, demitindo os
companheiros antes mesmo do final dos contratos”. |