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Temer
repudia a manobra para ligá-lo ao caso Camargo Corrêa
O presidente da Câmara dos Deputados, Michel
Temer (PMDB-SP), rebateu as acusações de que teria recebido dinheiro
irregularmente da Camargo Corrêa. Sobre a lista de supostos beneficiários,
onde seu nome aparece, ele ironiza: “eles tanto me conhecem, que meu nome
está errado. Para vocês terem uma ideia de como eu conheço a gente da
Camargo Corrêa”, referindo-se à grafia do seu sobrenome na lista, que está
como “Themer”.
“Trata-se de uma infâmia das mais degradantes
colocarem meu nome em um papel apócrifo que passa a ser tratado como
documento. Nunca tive nenhum pedido da Camargo Corrêa para intervir em
alguma obra, não conheço quase ninguém da Camargo Corrêa e não recebi
absolutamente nada a não ser uma contribuição oficial na última campanha de
R$ 50 mil, que foi declarada à Justiça Eleitoral”, desqualificou o
presidente da Câmara sobre o material encontrado pela Polícia Federal na
residência de um executivo da empresa. “Reajo com muita indignação, com a
mais extraordinária indignação. Se eu pudesse expressar em um grito
fantástico a minha indignação, a minha revolta com esse fato, eu faria”,
disse Temer.
Temer disse que fez um levantamento das empresas
que contribuíram com suas campanhas e identificou uma única contribuição que
recebeu da Camargo Corrêa. Segundo ele, esta contribuição foi oficial, no
valor de R$ 50 mil, nas últimas eleições. A lista com o nome do deputado é
de 1996 a dezembro de 1998. |