A máfia farmacêutica. Pior o remédio que a doença (2) 

A globalização tem permitido que se desenvolva uma nova forma de poder, a farmacocracia, capaz de decidir que doenças e que doentes merecem cura. É assim que 90% do orçamento da indústria farmacêutica para pesquisas e desenvolvimento de novos medicamentos é destinado a doenças que acometem só 10% da população mundial. Um terço dela carece de cuidados médicos adequados. A cobiça das multinacionais do setor, a burocracia e a corrupção dos próprios governos dos países empobrecidos têm possibilitado que mais de 2 bilhões de pessoas se vejam privadas do direito à saúde 

Continuação da edição anterior 

CARLOS MACHADO* 

Outro exemplo do desprezo desses grandes grupos pela humanidade, se deu quando, no começo de 2003, o India Committee of the Netherlands publicou um informe segundo o qual as multinacionais Bayer, Monsanto, Unilever e Syngenta exploravam o trabalho infantil na produção de sementes na Índia. 

Para concluir com mais algumas amostras do que realmente representa a Bayer além de suas famosas aspirinas, podemos dizer que esta companhia, uma das que mais comercializa herbicidas, o faz com alguns que têm ocasionado lesões graves em pessoas e animais, especialmente no Terceiro Mundo, onde os grandes grupos químico-farmacêuticos encontram um campo fértil para que seus venenos sejam aceitos e vendidos. Assim ocorreu com o Baysinton, utilizado no cultivo de café; Gaúcho, usado nas plantações de girassol; e o muito perigoso vermífugo Fenamifos (Nemacur)    

Em todo caso, estas multinacionais sempre vão estar cobertas em todos os flancos possíveis, ainda que os “mecanismos políticos habituais” cheguem a falhar, se colocam em marcha outros planos. 

AÇÃO E REAÇÃO 

Desses planos bem pode dar conta o colombiano Germán Velásquez, Doutor em Economia e diretor do Programa Mundial de Medicamentos da OMS, que se atreveu a publicar um estudo em que recomenda, entre outras coisas, a elaboração de medicamentos genéricos e a eliminação das patentes, além de se colocar contra os tratados de livre comércio (TLC) que com tanta urgência e pressões os Estados Unidos impõe ao mundo. Desde então este homem vive sob ameaças de morte.

Em maio de 2001 ele foi atacado no Rio de Janeiro por um desconhecido que lhe roubou a carteira, lhe golpeou e com uma navalha lhe deixou com uma cicatriz de 16 centímetros. O que havia parecido um simples ataque adquiriu outro aspecto em Miami, quando Velásquez assistia a uma reunião da OMS: uma noite em que caminhava pela Lincoln Road foi abordado por homens que lhe golpearam e o ameaçaram de morte. Quando estava estendido no chão, seus atacantes disseram: “Esperamos que tenha aprendido a lição do Rio. Pare de criticar a indústria farmacêutica”. A questão ficou mais clara.  

Velásquez denunciou o fato à polícia de Miami e comunicou de imediato à sede da OMS. Segundo informou na época o diário espanhol El Mundo, em seu regresso a Genebra tudo parecia ter voltado à normalidade, mas, dez dias depois, o telefone tocou em sua casa durante a noite e uma voz lhe perguntou em inglês: “Está com medo?”. Quando Velásquez perguntou quem era, a voz respondeu: “Miami, Lincoln Road”. Desde esse momento não havia mais dúvidas de que a vida de um funcionário da OMS estava em perigo, tanto em sua casa como no estrangeiro. Duas semanas depois se repetiu a chamada advertindo-o que não assistisse a reunião – que posteriormente aconteceu, e que Velásquez participou de qualquer maneira – da Organização Mundial de Comércio (OMC), para discutir sobre a relação entre o direito à saúde e a propriedade intelectual dos medicamentos essenciais.       

Como se fosse pouco, e como outro exemplo dos poderes que protegem os interesses das multinacionais, a então secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright sugeriu à diretora da OMS, Gro Harlem Bruntland, que retirasse de circulação o estudo elaborado por Velásquez e, mais ainda, que o despedisse. Mas a funcionária decidiu manter sua posição negativa a esse respeito.  

O caso é que Germán Velásquez continua lutando, entre outros aspectos, contra as patentes exclusivistas das multinacionais farmacêuticas, pela livre fabricação de genéricos e para facilitar o acesso dos países pobres aos medicamentos, mesmo sendo obrigado a viver sob permanente proteção policial e de uma patrulha das Nações Unidas. Pressões que lhe impõem as grandes “famílias” da máfia farmacêutica. 

O GRANDE NEGÓCIO 

A globalização tem permitido que se desenvolva uma nova forma de poder, a farmacocracia, capaz de decidir que doenças e que doentes merecem cura. É assim que 90% do orçamento da indústria farmacêutica para pesquisas e desenvolvimento de novos medicamentos é destinado à doenças que acometem só 10% da população mundial. Um terço dela carece de cuidados médicos adequados. A cobiça das multinacionais do setor, a burocracia e a corrupção dos próprios governos dos países empobrecidos têm possibilitado que mais de 2 bilhões de pessoas se vejam privadas de seu direito à saúde.

Segundo a OMS, milhões de pessoas na África, Ásia e América Latina sofrem as chamadas “doenças esquecidas”, como a dengue hemorrágica, a filariose linfática, a cisticercose, a doença do sono e o Mal de Chagas, que afetam 750 milhões de  pessoas e acabam com a vida de meio milhão a cada ano. Doenças causadas geralmente por parasitas, transmitidas por meio de água insalubre e por picadas de insetos; pandemias que caem no esquecimento porque só afetam as comunidades mais pobres; e vítimas que não contam com dinheiro suficiente para um tratamento ou uma medicação adequada. 

O caso da AIDS é um exemplo claro da diferença com que são tratadas algumas doenças e outras, segundo o nível aquisitivo de quem as padece. No seu começo era uma enfermidade mortal de que pouco se havia ouvido falar, mas quando passou a afetar pessoas de países desenvolvidos, com capacidade para se fazer ouvir, associar-se e reclamar seu direito à saúde, as multinacionais farmacêuticas desenvolveram medicamentos que converteram a AIDS em uma doença crônica e não mortal. Ainda assim, mais de cinco milhões de pessoas morrem a cada ano por HIV e a maioria dos enfermos – nove em cada dez infectados vivem em países pobres – não podem pagar o tratamento adequado.

A vacina contra a AIDS bem poderia levar anos fechada a chave na caixa forte de alguma multinacional farmacêutica. Para nenhuma delas seria rentável comercializá-la, sobretudo tendo em conta que as pessoas mais expostas a esta doença não poderiam pagá-la e que os doentes dos países desenvolvidos pagam importantes somas de dinheiro para seu tratamento. Este é um dos abundantes capítulos que povoam o particular código de “ética” dos grandes grupos químico-farmacêuticos.

O diretor do Programa Mundial de Medicamentos da OMS, nosso já conhecido e ameaçado Germán Velásquez, no Colóquio “Saúde e Desenvolvimento: os desafios do século XXI”, efetuado na Europa em 2004, explicou que “as patentes dos medicamentos podem estar bloqueando o desenvolvimento em vez de potencializá-lo, pois se trata de um monopólio que pratica altos preços”. Assinalou também que o mercado dos medicamentos, “em vez de regras negociadas por todos e no interesse de todos, muitas decisões da Organização Mundial do Comércio são tomadas a portas fechadas e protegem interesses especiais”, e ao referir-se à situação sanitária na África sublinhou: “atualmente está se cometendo esse crime com um continente inteiro e suas vítimas se podem contar em milhões”. Em outro tópico, e referindo-se ao tema da AIDS, expressou que “é uma vergonha que 99% das pessoas que têm acesso aos antirretrovirais vivam em países desenvolvidos, sendo que 75% das pessoas de todo o planeta vivem em países pobres, onde se vende 8% de todos os medicamentos do mundo”.

Em relação aos medicamentos genéricos - outra das batalhas, em muitos casos desigual, porque que lutam alguns países do Terceiro Mundo contra as multinacionais farmacêuticas, que são muito mais baratos que os patenteados por estas -, a Índia encabeça a produção mundial, e os exporta a vários países da Ásia e inclusive a alguns países em desenvolvimento. Mas também está enfrentando nos tribunais, entre outras, a investida do laboratório Novartis, um dos “grandes” do setor, já que o governo indiano lhe negou uma solicitação de patente para introduzir o Glivec, um medicamento contra o câncer. No momento as empresas indianas continuam produzindo seu similar genérico, que custa só 2.700 dólares por paciente e por ano, frente à versão da Novartis, cujo valor é dez vezes maior, 27.000 dólares, também por paciente e no mesmo período.    

Por sua parte, a Tailândia emitiu recentemente uma licença obrigatória para quebrar a patente do Efavirenz, um produto do laboratório Merck contra o HIV, a fim de importar o genérico de fabricação indiana.

As Filipinas estão travando uma batalha legal contra a empresa Pfizer para poder importar da Índia uma versão do Norvasc, um remédio para pacientes com problemas cardíacos. Certamente que as multinacionais do setor reagem com artifícios, ações e todo tipo de artigos jurídicos contra estas expressões de independência sanitária dos países que se atrevem a colocá-las em juízo. Não é para menos, se levarmos em conta, por exemplo, que em relação ao Norvasc, a empresa Pfizer obtém nas Filipinas 60 milhões de dólares anuais só com a venda desse medicamento, faturando mais do que o dobro do preço vigente em outros países, aproveitando-se também de que nas Filipinas as doenças cardíacas são a principal causa de morte.

O certo é que centenas de milhares de pessoas poderiam salvar suas vidas se os países desenvolvidos assegurassem que seus compromissos de Doha, Qatar, durante a reunião da Organização Mundial do Comércio, em matéria de legislação de patentes, compromissos nunca assumidos efetivamente até o momento, proporcionem um equilíbrio entre direitos e obrigações, garantindo assim que as vidas das pessoas se anteponham aos benefícios econômicos das indústrias farmacêuticas. 

RUMSFELD E A GRIPE AVIÁRIA 

O tema da gripe aviária alcançou altos níveis midiáticos em anos anteriores. Em pouco tempo, depois de alcançar também altos níveis de alarme entre a população mundial, as águas começaram a baixar. Por um lado se dizia que a pandemia de gripe aviária – comparando-a com a influenza ou “gripe espanhola”, que custou cerca de 50 milhões de vidas no planeta entre 1918 e 1920 custaria por sua vez outros vários milhões de vidas, especialmente nos países pobres. Mas logo apareceram algumas estatísticas que divergiam desse alarme, ainda mais estando o mundo a quase cem anos daquele período, em que a tecnologia e a elaboração de medicamentos era praticamente incipiente. Essas estatísticas mostram que desde quando foi detectado o vírus da gripe aviária no Vietnã, há nove anos, não chegaram a cem o número de vítimas que morreram, uma média de onze mortes por ano, e em todo o mundo. Se bem que não devemos ficar tranquilos, exagerando a confiança, ainda não dá para nos assustarmos demasiadamente.

Todavia, a aparição do vírus H5N1, nome científico do que causa a gripe aviária, caiu bem a um homem que encontrou a desculpa para lançar outra de suas guerras preventivas: o presidente norte-americano George W. Bush, que rapidamente fez soar o alarme para que o mundo se amedrontasse. É que havia surgido uma poderosa arma preventiva, que tinha bastante a ver com seu braço direito em lançar guerras aqui e ali: o inefável Donald Rumsfeld. Trata-se do antiviral Tamiflu, comercializado pela empresa farmacêutica suíça Roche, que em pouco tempo converteu-se na galinha dos ovos de ouro: as entradas por sua venda passaram de 254 milhões de dólares em 2004, a um bilhão em 2005. Além do mais, com um teto imprevisível no futuro, tendo-se em vista a grotesca reação dos governos ocidentais ao efetuarem pedidos massivos do medicamento. Não obstante, a realidade é que a eficácia do Tamiflu é questionada por grande parte da comunidade científica: muitos se perguntam como se espera que pode servir ante um vírus mutante, quando apenas alivia alguns sintomas, e nem sempre, da gripe comum e corrente. Uma breve história talvez aclare algo sobre a questão.

Continua na próxima edição.

* Publicado originalmente em www.ecoportal.net.

 


Primeira Página

 

Página 2

O nebuloso "plano de banda larga" do ministro Hélio Costa (VIRGILIO FREIRE)

Página 3

PSDB deveria ter investigado Yeda e não fez, lembra Maia

Para Agripino, não adianta tucanos saírem fora; desgaste será dos dois

Proprietário da Linknet reclamou da ganância de Arruda e Paulo Octávio

Amorim: avareza deixa EUA isolado na OMC

Comparada com a de Yeda a fraude no DF é amadora, diz presidente da CPI

“Meu apoio tende mais para Dilma”, afirmou Requião

Secretário montou esquema  autônomo de propina na Saúde do DF, mostram depoimentos

Expediente

Página 4

Light diz à Aneel que não estava preparada para o verão carioca

Sobrevalorização especulativa do câmbio faz superávit com os EUA virar déficit comercial

Para Abimaq, falta ao BNDES o estímulo à produção brasileira 

10 mil médicos em São Paulo trabalham sem direitos, explorados por pseudo-cooperativas

Cartas

Página 5

Servidores do RS vão às ruas contra o corte de benefícios

Deputado do MS denuncia ALL na tribuna por demitir grevistas

Reajuste de 3% oferecido pela Oi é inaceitável, afirmam Sindicatos

Metalúrgicos: presidente da GM quer “flexibilizar” jornada para poder “investir”

FUP aprova propostas da Petrobrás: Aumento real de 2,3 a 3,31% e fim das punições a grevistas

Temer repudia a manobra para ligá-lo ao caso Camargo Corrêa

Centrais condenam em nota artigo de Benjamim na Folha

Página 6

A máfia farmacêutica. Pior o remédio que a doença (2) 

Página 7

EUA manda Doha ao espaço e detona o encontro da OMC

China defende seu direito ao controle do próprio câmbio

Com Congresso ocupado por tropas, golpistas arrancam só 2 votos além do mínimo necessário contra a recondução

Cúpula Íbero-Americana exige volta de Zelaya e condena a farsa eleitoral em Honduras

Eleições em Macondo: A maquininha quebrou...

Página 8

Obama envia mais 30 mil invasores e diz que é para o bem dos afegãos

Manifestantes repelem em Nova Iorque escalada da guerra contra Afeganistão

Michael Moore em carta a Obama: ‘a hora é de trazer as tropas para casa’

Canal de TV com programação dedicada a Sadam é sucesso de audiência no Iraque

Evo Morales vai à reeleição com um programa para a industrialização da Bolívia

Franceses fazem greve contra demssão de 16 mil funcionários da área da educação pública

 

Leia

Arruda esclarece: a propina era para comprar panetone 

Invasão do Brasil pelo dólar virtual passa de 17 bilhões em outubro

Antilulismo de Serra leva sua candidatura a cair mais 8 pontos

Tucanos passaram a amigos fiscalização da obra do rodoanel

Desabamento do rodoanel é a cara do governo Serra

Atribuir apagão a “fator climático” é lero de tucano
EUA deflagra guerra cambial e Fazenda hesita em ir à luta
Investimento frio da Telefónica no Brasil agita a Bolsa de NY

Aécio põe namorada a nocaute com murro no meio da festa VIP

Democratas vetam a entrada de Serra em seu programa na TV

SPC apura sumiço de meio bilhão do fundo de pensão da Sabesp
Parasitismo de teles pôs na ordem do dia a volta da Telebrás
Telefónica ganha de Serra isenção fiscal para fraudar usuário
“PMDB pode assumir de público que tem a vice”, afirma Berzoini
Oposição sem voto quer mudar quorum para lei do pré-sal

Usuário perde as estribeiras com a ferrovia privatizada no Rio de Janeiro

Yes, we créu!

Golpista relaxa toque de recolher mas lota prisões em Honduras

Congresso pede o fim do estado de sítio em Honduras
ONU e OEA apoiam Lula: Zelaya deve voltar de imediato para a presidência

Zelaya volta e instala QG da legalidade na Embaixada do Brasil

Ipea acha cedo para considerar que a economia já se recuperou

Juro e BNDES mantêm o crescimento do PIB negativo no semestre

Telefónica deixa SP sem comunicação no meio do temporal

Lula convoca Brasil a deixar maus tempos da lei 9478 para trás

Mídia golpista tira a máscara e advoga o pré-sal para as múltis
Projeto para o pré-sal abre perspectiva para o retorno da lei 2004
Anatel libera Speedy sem que Telefónica conserte os defeitos
Trapaça para isentar teles de pagar multa abre crise na Anatel
Conselho remete as ações contra Sarney para o arquivo morto
Teles, Anatel e STJ se acertam para assaltar usuário com tarifa de DDD em ligação local
Anatel protela decisão sobre superintendente que as teles guiavam

Conselheiro denuncia lobby na Anatel para aliviar multa de teles

Sarney diz à oposição que está pronto para a paz ou para a guerra
Nova base dos EUA na Colômbia tem raio de ação para alcançar a metade do continente
Mídia inventa risco para facilitar múltis mamarem o pré-sal
Operários jogam pela janela privatizador de siderúrgica na China
Justiça bloqueia 27 fazendas de réu que Gilmar mandou soltar

Gato comeu 2 bi que AES e Duke estavam obrigadas a investir em energia até 2008

Montadora pré-falida arma com Yeda para tomar 1 bi do BNDES
Sarney anula os 663 atos secretos e exige devolução do que foi pago indevidamente
“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados

Tropelias do BC e BNDES arruinaram PIB de 2009

OEA dá 72 horas a golpistas para que devolvam o poder a Zelaya

Dilma ultrapassa Serra no Nordeste, informam as pesquisas do Dem

BNDES desvia grana do crescimento para monopólios na UTI

Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado

320 parlamentares lançam a Frente em Defesa da Petrobrás

“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

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Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

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BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar