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China defende seu direito ao controle do
próprio câmbio
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, não aceitou a pressão para que o país
valorizasse sua moeda, o yuan, realizada durante a cúpula China-União Europeia,
na qual esteve presente o presidente da Comissão Europeia (o órgão executivo da
UE), José Manuel Durão Barroso.
A UE reproduziu a política dos Estados Unidos de pressionar para que seja
realizada uma apreciação do yuan “gradual e ordenada”, mas Jiabao respondeu
justificando sua política monetária e afirmando que a estabilidade de sua divisa
“é decisiva para a estabilidade econômica da China”.
“No contexto de uma crise financeira internacional de um tipo pouco comum na
história, manter a estabilidade básica do câmbio do yuan beneficiou o
desenvolvimento econômico da China e a recuperação econômica mundial”, afirmou o
líder.
“Agora alguns países, por um lado, querem que o yuan aumente seu valor, e por
outro, realizam um protecionismo descarado contra a China”, disse Jiabao. “Isso
é pretender que a China coloque os interesses dos Estados Unidos e da União
Européia à frente dos seus. Nós temos como objetivo principal aprofundar nossa
industrialização e fortalecer o mercado interno”, esclareceu o
primeiro-ministro.
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