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Cúpula Íbero-Americana
exige volta de Zelaya e condena a farsa eleitoral em Honduras
A Cúpula Ibero-americana condenou nesta terça-feira, 1º, o golpe de Estado
em Honduras e pediu a restituição do presidente José Manuel Zelaya ao seu
cargo constitucional. Os presidentes e chefes de governo que compareceram ao
encontro consideram que “a restituição do presidente Manuel Zelaya ao cargo
para o qual foi democraticamente eleito, até completar seu período
constitucional, é um passo fundamental para o retorno à normalidade
constitucional”.
Os líderes afirmaram ser “inaceitável” o golpe que afastou Zelaya do cargo
em 28 de junho. O golpe foi o primeiro na América Central e na América
Latina desde 1993, quando aconteceu um na Guatemala. Os chefes de Estado
também consideraram que a restituição de Zelaya à presidência é “passo
fundamental” para o retorno da ordem democrática ao país. Em comunicado
especial, os representantes chegaram a um consenso sobre essa posição,
embora não tenham mencionado especificamente o reconhecimento do presidente
eleito nas eleições de domingo, organizadas pela ditadura que depôs Zelaya.
Durante o encontro, o Brasil liderou os países que rejeitaram o processo
eleitoral em Honduras, que contou com o aval dos Estados Unidos e realizado
cinco meses depois do golpe de Estado.
O presidente Lula deixou a cúpula antes do fim, por conta de uma viagem que
tinha marcada para a Ucrânia. Antes de embarcar, no entanto, Lula respondeu
duramente ao presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que havia afirmado que,
se a comunidade internacional reconheceu as eleições no Irã e no
Afeganistão, a América Latina deveria aceitar o pleito de Honduras.
“Não dá para comparar (Irã) com Honduras, onde você tem uma pessoa que deu
um golpe, esse golpe foi repudiado por todos os países do mundo, foi
repudiado pela OEA, e essas pessoas tinham condicionantes feitas pelo
próprio presidente da Costa Rica, que era a volta do presidente Zelaya, a
convocação das eleições e a volta à normalidade”, disse Lula a jornalistas. |