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Evo Morales vai à reeleição com um programa
para a industrialização da Bolívia
“O processo de
mudança já não é de Evo Morales, nem do Movimento ao Socialismo (MAS), o povo se
apodera da mudança”, afirmou o presidente boliviano, Evo Morales, na
quarta-feira, dia 2, durante entrevista no Palácio Quemado, sede do governo, ao
se referir à nova etapa que se abre na Bolívia com as eleições de domingo, que
envolve a participação de 5 milhões de eleitores.
A plataforma de
campanha do MAS tem como meta o desenvolvimento do país andino e propõe um
grande salto industrial, estradas, trens, ferrovias, aeroportos, hidroelétricas,
fundições, fábricas de etano, etileno, metanol; produção agropecuária em grande
escala, seguro agrícola universal, ampliação dos empregos, educação digital à
população, satélite de comunicações, valorização da identidade nacional. O MAS
defende a criação de uma série de fábricas estatais, dentre elas, as de papel,
plástico, leite, etc., além da industrialização do mineral lítio.
No domingo, os
bolivianos elegerão o presidente e vice-presidente da República, além de 130
deputados e 36 senadores que formarão a Assembléia Legislativa Plurinacional,
nome adotado pelo Congresso Nacional a partir de 2010. As eleições foram
convocadas após a aprovação da nova Constituição do país, em janeiro de 2009.
O presidente Morales afirmou que a campanha de seus opositores, tem sido baseada
em “injúrias e calúnias”, e as considerou como uma “mensagem de derrota”. “A
mensagem é parte de uma rendição antecipada, uma mensagem de derrota
antecipada”, afirmou. “Estamos confiantes de que o povo aprova nosso programa de
governo”, rebateu.
O líder boliviano
ressaltou que ainda existem muitas tarefas pendentes, dentre as quais se
encontra o tema da justiça.
Neste contexto, o
candidato à reeleição na Bolívia ressaltou que ainda não se conquistaram
avanços, especialmente no que se refere ao massacre de Pando, ocorrido em
setembro de 2008, onde camponeses foram assassinados por separatistas e que foi
denunciado por organismos internacionais como Unasul e ONU, como crime de
lesa-humanidade.
O líder boliviano
denunciou que a campanha de seus adversários, como o candidato à
vice-presidência, o direitista Leopoldo Fernández, que se encontra preso acusado
de ser o principal mandante do massacre, e que se utiliza da candidatura para
“passar por vítima e defender-se do processo”.
Morales fez um
chamado à militância para as eleições parlamentares, “devemos votar nos
deputados de nossa confiança”, e alertou para a manobra da direita de, “sob o
pretexto de fiscalização do governo” tem a intenção de barrar as mudanças
conquistadas pelo governo boliviano. |