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Franceses fazem greve contra demissão de 16
mil funcionários da área da educação pública
Os professores
franceses fizeram na terça-feira, 24 uma greve de protesto contra a demissão de
16 mil trabalhadores prevista pelo governo para acontecer no início de 2010.
Os estudantes
organizados em suas entidades nacionais juntaram-se ao movimento exigindo que os
professores não sejam demitidos e que o governo Sarkozy pare com o sucateamento
do ensino público no país.
A Federação Nacional
da Educação - FSU, a FERG-CGT e a SUD-Educação, que congregam muitos sindicatos,
anunciaram novas paralisações e protestos em várias cidades nas próximas semanas
contra as demissões. As entidades exigem também que os deputados rejeitem um
projeto do governo que será votado no Congresso em 15 de dezembro, que além das
16 mil demissões em 2010 propõe a demissão de 50 mil trabalhadores nos próximos
5 anos.
Os funcionários da
empresa estatal francesa de Correios – La Poste - têm se mobilizado em grandes
manifestações de protestos contra a redução dos postos de trabalho e contra a
privatização da empresa, considerada um símbolo da França, e que já demitiu esse
ano 11.428 empregados. Em 2008 já tinham sido demitidos 7.718 funcionários.
Assumindo desde então uma política de terceirização dos serviços, a empresa
passou a estimular a que os empregados mais antigos se aposentassem. No caminho
da privatização do patrimônio do povo francês, no ano passado, além dos milhares
que perderam o emprego, foram aposentados 1.474 trabalhadores.
O povo francês luta
por uma vida melhor mas Sarkozy prefere a guerra. O Presidente da França não
consegue dizer não ao presidente dos EUA. Obama exigiu nos últimos dias que a
França acompanhe os EUA em sua aventura afegã e aumente o número de soldados
franceses que participam da ocupação daquele país asiático, o que custa caro,
muito caro, política e financeiramente além de muitas vidas.
Sarkozy demonstraria
alguma estatura política se não fizesse da França capacho dos EUA. Se retirasse
o país da crise provocada pelos bancos e monopólios. Se gastasse menos os
recursos dos franceses entupindo de dinheiro os monopólios bélico-petroleiros, a
serviço de quem está a aventura norte-americana no Afeganistão, e investisse na
indústria e na agricultura, em melhorar os serviços de saúde e educação para
gerar emprego e renda na França para os franceses.
Seria mais
inteligente e, sobretudo, mais humano tirar a França de uma guerra que não
interessa ao povo francês.
ROSANITA CAMPOS
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