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Editorial
Para a mídia
golpista, Lula errou ao não reconhecer a farsa eleitoral em Honduras porque
Obama, depois de oscilar para um lado e para o outro, optou pelo caminho oposto.
Porém o fato é que
o Obama que considera “normal” um processo eleitoral em que o presidente da
república se encontra confinado na Embaixada do Brasil não é o mesmo que, quando
senador, ousou votar quase sozinho contra a invasão do Iraque.
O Obama deste
momento também cedeu a pressões que consideram “normal” abençoar as bases
militares na Colômbia, empurrar com a barriga o desmonte da infame prisão de
Guantánamo, enviar mais 30 mil americanos para o Afeganistão, seguir atolado no
Iraque, negar ao Irã o direito de desenvolver tecnologia nuclear e desvalorizar
o dólar, através de uma superemissão destinada a dividir compulsoriamente o ônus
da crise americana com os demais países do mundo.
O establishment
americano - isto é, a força conjugada de suas grandes corporações monopolistas -
já encabestrou muita gente que chegou ao poder com as melhores intenções.
Obama não seria o
primeiro. O processo está em curso. Reforçá-lo não é do interesse do Brasil nem
do mundo e nem mesmo de Obama, que no íntimo preferiria mil vezes passar à
história como Roosevelt e não como LBJ.
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