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Para ministro, acordos de não proliferação de armas nucleares “garantiram
privilégios a certos Estados”
O ministro Samuel Pinheiro Guimarães (Assuntos
Estratégicos) afirmou que as potências atômicas precisam se desarmar para ter
“autoridade moral” para cobrar o desarme de países como o Irã. “Não desarmamento
de potências nucleares é que leva à proliferação”, enfatizou, durante
conferência do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais do Itamaraty, na
última quinta-feira (3), no Rio de Janeiro.
“O controle da situação militar (no mundo) exige
o desarmamento dos países nucleares, não o desarmamento dos desarmados, que não
colocam nenhum país em risco. O não desarmamento dos países nucleares é que leva
à proliferação, porque os países que se sentem ameaçados sabem que eventualmente
não serão atacados se estiverem armados”, assinalou o ex-secretário-geral do
Itamaraty.
Samuel Pinheiro Guimarães denunciou que os
acordos de não proliferação de armas nucleares “garantiram privilégios a certos
Estados”, que tentam ampliá-los impedindo que outras nações dominem a
tecnologia. “Também não querem que os países não armados tenham armas
convencionais. Facilita muito, não é?”. Segundo Guimarães, a Coreia Popular “não
tem o destino do Iraque porque tem a bomba”.
O embaixador elogiou declaração do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, na Alemanha, de que as potências atômicas precisam se
desarmar antes de cobrar o desarme de países como o Irã.
Ele também ironizou os que criticaram a visita
que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez ao Brasil, ressaltando que o
mesmo não ocorreu em relação à recente viagem do presidente de Israel, Shimon
Peres. “Alguns queriam que nós pedíssemos licença, mas não pediram para o
presidente de Israel”, lembrou. “Aí não precisava, não é?”, disse.
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