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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Máfia farmacêutica
Ao ler essas
reportagens ficam expostas a mercantilização da medicina e da
farmacologia. Tudo é dinheiro; o melhor remédio para tudo isso é ter
saúde, acreditamos nós. Já foram a alguma consulta médica? Os médicos se
fazem de deuses, deixam os pacientes esperando horas e horas. Isso em
clínicas particulares, não é do SUS que estamos falando.
Sérgio Antônio Barão – por correio eletrônico
Previdência social
Por que o
governo até hoje não abriu a caixa-preta da Previdência Social para
mostrar os verdadeiros e poderosos devedores da Previdência Social? O
governo federal deve ser um dos potenciais devedores. Todos os
previdenciários são credores desses, vamos dizer assim, estelionatários
ou ladrões de nossas contribuições. Existe, por acaso, algum parecer
técnico do Tribunal de Contas atestado a veracidade do déficit
previdenciário? Já ouvi o senador Paim dizer que não existe. O Brasil
deveria conhecer a real situação da Previdência, através de demonstração
pública de fluxo de caixa, contabilmente, desde a época da construção de
Brasília. A incompetência dos gestores políticos de governos que
malversam e malversaram a Previdência Social é uma dívida que temos de
continuar cobrando. Não podemos aceitar que os políticos continuem a
falar sobre o suspeito déficit previdenciário sem mostrar o seu fluxo de
caixa e os seus devedores. Alguém tem que ser responsabilizado para
pagar o prejuízo causado à Previdência Social, e não o contribuinte
previdenciário.
Julio César Cardoso - Balneário Camboriú (SC)
Lógica
As
contradições na política externa brasileira são ridículas, como apontou
o presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz, Oscar Arias. Dentre
elas: o Brasil se apressou em reconhecer as eleições no Irã, onde até as
autoridades reconheceram a fraude, adversários políticos foram
executados, as prisões estão repletas de “inimigos do regime”; em Cuba,
há meio século, Fidel, e agora seu irmão Raul, governam sem oposição, o
“paredon” acabou com ela. Lula e seu corpo diplomático insistem em não
reconhecer o governo eleito, pedindo sanções contra Honduras quando ao
mesmo tempo pede o levantamento das sanções contra Cuba. Tem lógica?
Antonio Carlos Pereira - Batatais (SP)
Nota da
Redação:
Tem. A lógica da democracia. E de não se deixar
emprenhar pelo que a mídia diz, ou pelo que os americanos querem. Sabe
por que, leitor? Porque isso é muito ridículo.
Questão
Quem são os
acampados na Câmara Legislativa do Distrito Federal? A quem interessa
essa ocupação? Será que não é coisa orquestrada para dificultar o
processo de afastamento do Governador Arruda e cassação do mandato de
muitos distritais?
Edivan Batista Carvalho - Brasília (DF)
Nota da
Redação:
Não sabemos, leitor. Dizem por aí que o Arruda vai
mandar o Durval dar uns pacotes de dinheiro para aquele pessoal. Com
direito a algumas assinaturas da “Veja” como brinde. Ora, é assim que
age um governo moderno.
Receita Federal
É a história
de sempre e a mesma forma de ser dado conhecimento ao público
interessado. Interpelado sobre a evolução estonteante de seu patrimônio
(1060%), Arruda não falou por si, mas através de um seu advogado. Assim,
este afirmou: que o patrimônio de Arruda seria compatível com o que ele
ganha. Se o tema é do domínio público, o aumento patrimonial dele em
dois anos (!) aumentou 1060%, pois se tratam de dados apresentados à
Justiça Eleitoral para conhecimento público, não se pode admitir a
existência de “sigilo fiscal” ou outro. O registro dessa evolução deverá
constar também das declarações anuais para o imposto de renda. Portanto,
é obrigação da Secretaria da Receita Federal pronunciar-se sobre as
informações prestadas, inclusive quanto à correção e veracidade do que
lhe foi declarado e se os registros eleitoral e tributário são
coincidentes. E, também, informar qual foi a informação dada pelo
declarante Arruda para aquilatar que seus rendimentos seriam realmente
condizentes com o seu aumento patrimonial. Isso, é claro, sem prejuízo
de levar em consideração a ostentação de riqueza que implica auferimento
dos rendimentos necessários para sustentá-la.
Pedro Luís de Campos Vergueiro- São Paulo (SP)
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