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Zelaya condena
deputados
que violaram a Constituição
“Felicito os 17 deputados que se manifestaram contra o golpe de estado e sem
nenhum temor, como valentes patriotas, defenderam os direitos do povo e da
democracia”, afirmou o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya,
em seu libelo denominado Comunicado ao Povo Hondurenho, lançado no dia 2.
O presidente expressa sua repulsa pelo comportamento vergonhoso dos
deputados que como “cúmplices confessos ratificaram seu delito, estão de
acordo com a ditadura que derramou sangue dos mártires, com a violação
massiva dos direitos humanos, as torturas, o banimento dos meios de
comunicação”.
Para Zelaya, “perderam a vergonha, não quiseram fazer a sessão antes das
eleições e hoje ratificam sua defesa dos grupos de poder, elites e castas
militares que oprimem o país”.
“Hoje o povo hondurenho está comprovando quem são os verdadeiros opositores
do desenvolvimento de Honduras, inimigos da democracia, os que participam
das eleições somente pela obtenção de um posto”, diz o dirigente.
“Hoje seguem caindo as máscaras, a elite econômica e midiática que submete
Honduras mostra seus instrumentos de dominação”, destaca e acrescenta que
“grande parte dos deputados se venderam, não atuaram com consciência,
condenando seus filhos a uma ditadura”.
Em seu chamado à nação denuncia ainda que o “presidente eleito pela fraude
não goza de legitimidade pois surge da violação da lei”.
“Sem nenhum pudor vão oprimir o povo, desvalorizar a moeda, fazer subir o
custo de vida, em favor da classe dominante, reduzirão o poder aquisitivo
dos salários e sofreremos com os altos juros que serão cobrados pelo sistema
bancário”, alerta, denunciando eleições “que só se realizaram para ratificar
a ditadura de Micheletti”.
“O Congresso hoje desrespeitou a eleição que elege o presidente e num grave
precedente violam a lei e a Constituição e colocam no lugar um presidente
pela força das armas”, destaca.
“Ratifico que sou fiel ao amor do povo, que a busca da justiça e as
transformações não são tarefa das elites, se não da capacidade de
organização do povo. Chamo o povo hondurenho a não parar a luta contra a
ditadura que nos tirou a liberdade e nos quer tomar a vida”, acrescenta
finalizando com o compromisso com os “pobres e despossuídos e com as grandes
transformações e leis justas necessitadas por nosso país”. |