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Senadores do Partido Democrata contestam
escalada da Casa Branca no Afeganistão
“Continuo acreditando que, na ausência de uma
necessidade urgente em termos de segurança, não deveríamos enviar tropas”,
afirma o presidente do Comitê de Relações Exteriores do Congresso dos EUA e
ex-candidato à presidência pelo Partido Democrata, John Kerry, senador pelo
Estado de Massachusetts, que defende a imediata “transferência tanto da
segurança e de funções de governo para líderes afegãos legítimos”.
Como Kerry, diversos senadores, deputados e
militantes do Partido Democrata (a exemplo do Diretório da Califórnia) somam-se
na divergência com o plano apresentado por Obama, junto com a secretária de
Estado Hillary e o de Defesa, Robert Gates para escalada no Afeganistão.
O senador Chris Dodd, por Connecticut foi
conciso: “continuo cético sobre o envio de mais tropas ao Afeganistão”. Já a
senadora Sherrod Brown, eleita pelo Estado de Ohio, também se disse “cética”,
acerca do “envio de 30.000 de nossos homens e mulheres em serviço militar. O
plano se baseia na estabilidade e legitimidade do governo do Afeganistão,
atacado pela corrupção”.
“Se a Al Qaeda está hoje operando em países
como o Iêmen e a Somália porque a luta tem que se dar no Afeganistão? Discordo
do presidente em duas suposições chaves: que podemos transferir responsabilidade
ao exército afegão em 18 meses e que nossos aliados da Otan farão contribuições
significativas”, afirma o senador Arlen Specter pela Pensilvania e finalmente o
senador Robert Menendez, de New Jersey, enfatizou que “não vejo o sentido, neste
momento, de uma política abrangente que diz que eu deveria votar por mais
bilhões de dólares para garantir o envio nossos filhos e filhas no caminho que
tem dado em perdas, sem garantia de que trarão benefícios para nosso objetivos
de segurança”.
A senadora Barbara Boxer, da Califórina,
disse que apoia “a estratégia de saída do Afeganistão” mas não entende porque
mais tropas, já que o combate já se dá entre “200 mil soldados americanos, da
Otan e de forças afegãs contra cerca de 20 mil insurgentes e 100 da Al Qaeda”,
enquanto que o senador Russ Feingold (Wisconsin) enfatizou: “não apoio a decisão
do presidente de mandar mais soldados para lutar numa guerra no Afeganistão que
não é mais do nosso interesse nacional. É um jogo com preço alto nos envolvermos
na tentativa de construção de uma nação armada quando o que favorecemos é um
governo de legitimidade questionável. Mandar mais tropas pode contribuir para
desestabilizar ainda mais o Afeganistão”.
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