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“Ocupação
norte-americana entregou o país à
máfia das drogas”, denuncia a guerrilha afegã
“A ocupação
norte-americana entregou o poder para notórios senhores da guerra, funcionários
ve-nais e governadores ligados à máfia das drogas e são responsáveis pela
situação caótica do Afeganistão”, afirma a declaração dos guerrilheiros afegãos
publicada no dia 5.
“Afirmam”, prossegue
o documento, “que querem um governo limpo em Cabul, enquanto seus comboios são
escoltados por algumas das milícias assassinas envolvidas em sequestros e
extorsão de pedágios arbitrários”.
A Resistência
denuncia que “há centenas de milícias privadas sem nenhum tipo de registro que
em nome de guardas de segurança transportam heroína em veículos oficiais. Elas
estão conectadas a senhores da guerra que agora ocupam altas posições no
governo”, acrescenta a declaração da guerrilha. “Muitos contrabandistas de
drogas que haviam sido sentenciados à prisão pelos tribunais foram liberados por
decretos do presidente”.
“Advogando as
negociações, a Casa Branca quer encontrar pretextos para seguir a ocupação do
Afeganistão”, diz o documento.
Os guerrilheiros
destacam que “o assessor de Segurança da Casa Branca, James Jones, afirma que há
pouco mais de 100 membros da Al Qaeda no Afeganistão, mas por outro lado, Obama
manda 30.000 soldados a mais”. E acrescenta: “Este fosso entre fatos e palavras
mostra que os americanos tem outros objetivos colonialistas para o Afeganistão
em nome da Guerra Contra o Terror”.
“Os afegãos não têm
em sua agenda a intervenção nos assuntos internos de outros países e estão
dispostos a fornecer garantias para a retirada das forças estrangeiras do
Afeganistão, porém os guerrilheiros não aceitam bases estrangeiras em solo
afegão”.
“As explosões de
bombas em locais públicos são obras das agências de espionagem que atuam no
país, quanto mais tempo as tropas estrangeiras permanecerem mais estes eventos
horripilantes seguirão ocorrendo. No momento presente, somente os mujahidin
(guerrilheiros) querem libertar todos os afegãos e o país de serem reféns destas
agências da ocupação”. |