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Presidente boliviano quer indústria como
objetivo
prioritário no 2º mandato
O presidente
boliviano, Evo Morales, convocou na segunda-feira, dia 7, uma reunião ampliada
do governo - ministros, vice-ministros, diretores de empresas públicas e
parlamentares eleitos - para “definir as prioridades imediatas do programa de
ação”.
O segundo período de
governo, que se iniciará em 24 de janeiro, terá como centro, pela plataforma de
campanha que teve amplo apoio dos eleitores, o investimento público para o
desenvolvimento da industrialização do país.
“Temos duas linhas
fundamentais para a ação que o governo deve implementar: a industrialização,
para que deixemos de produzir e exportar só matérias-primas como hidrocarbonetos
e minérios, e a justiça social que é uma luta frontal contra a pobreza”, afirmou
o ministro da Economia, Luis Arce.
Evo Morales
conclamou os membros de seu governo para trabalhar com o objetivo de acelerar a
industrialização do setor de hidrocarbonetos, como parte das políticas
econômicas em benefício de toda a população. Entre os projetos mais importantes,
listou a aquisição de equipamentos de perfuração, a construção de uma nova
refinaria e sistemas de armazenamento e transporte; a atualização das reservas
de gás natural do país, a expansão da distribuição do gás domiciliar.
Além disso, estão em
andamento projetos para desenvolver a obtenção de ferro, cobre e lítio, este
último com as maiores reservas mundiais na Bolívia. Começou já a construção de
uma fábrica de industrialização do lítio com um investimento de 350 milhões de
dólares do Estado. O lítio é um elemento químico que possui múltiplas aplicações
na transferência de calor e se usa como componente dentro das baterias
elétricas.
Em outubro se
inaugurou uma fábrica de cobre que industrializará 3.600 toneladas ao ano,
inicialmente, com o que este país poderia virar o terceiro produtor de cobre do
mundo, depois do Peru e do Chile.
Evo colocou ainda o
desafio de construir várias estradas, entre elas o grande projeto rodoviário de
um corredor interoceânico que unirá o porto de Santos (Brasil) com o de Iquique
(Chile), passando através da Bolívia.
Trens, aeroportos,
hidrelétricas, fundições, produção agropecuária em grande escala,
industrialização de produtos alimentícios, fábricas de papel, plástico,
investimento na ciencia e tecnologia, completam as metas que o Movimento Ao
Socialismo, liderado por Evo Morales, se colocou para os próximos cinco anos. |