|
Partido do MPLA instala 6º Congresso em
Luanda
O presidente do
Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e presidente da República, José
Eduardo dos Santos, afirmou, durante a cerimônia de abertura do VI Congresso do
partido em Luanda, no dia 7, que existe ainda no país, uma herança social pesada
do colonialismo, que foi agravada pelo longo período de guerra que o país viveu.
“Em cada 100
angolanos, cerca de 60 são muito pobres, não conseguem comer normalmente todos
os dias, não sabem ler nem escrever, não têm acesso fácil à água potável e aos
cuidados primários de saúde, nem casa normal para se abrigar”, afirmou o
presidente do partido.
“O desemprego, o
analfabetismo e a pobreza são três problemas muito graves, difíceis de resolver
e que atingem principalmente as mulheres e a vida das famílias e das crianças em
particular”, destacou.
José Eduardo dos
Santos ressaltou que ao término da guerra civil, “o partido orientou o governo a
priorizar a resolução dos problemas das pessoas deslocadas, a reinserção social
dos ex-militares e a reabilitação das vias de comunicação e pontes para
chegarmos a todos os pontos do país. O povo colaborou”.
“Agora os esforços
do Partido e de toda a sociedade e uma grande parte dos recursos do país devem
ser canalizados para a eliminação progressiva da pobreza, da fome, do
analfabetismo e do desemprego”, pontuou.
Eduardo dos Santos
defendeu também o combate à prática do tribalismo e racismo, enquanto elementos
que minam a coesão e unidade da Nação. Realçando a participação no congresso, de
membros das várias esferas que representam os mais diversos setores da sociedade
angolana, o que testemunha a unidade do partido.
O Congresso reúne
mais de dois mil delegados, oriundos das 18 províncias do país.
Fundado em 10 de dezembro de 1956, o MPLA vanguardeou a luta de libertação
nacional, que culminou com a derrubada do regime colonial português e a
conquista da independência nacional, em 11 de novembro de 1975.
Após a conquista da
independência, o governo nacional de Angola enfrentou uma guerra civil incitada
pela CIA, que durou 27 anos. Mais de 500 mil pessoas morreram no conflito, e
cerca de 4 milhões de angolanos tiveram que deixar suas casas para fugir da
guerra.
|