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Senado inicia debate para aprovar entrada da
Venezuela ao Mercosul
O plenário do
Senado iniciou, na quarta-feira, a discussão do projeto de decreto legislativo
que aprova o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul, porém adiou a votação
para a próxima terça-feira (15).
O senador João
Pedro (PT/AM) rebateu as críticas dos senadores da oposição que se manifestaram
contra o ingresso da Venezuela ao Mercosul e lembrou que o presidente Hugo
Chávez “foi eleito duas vezes com reconhecimento da oposição e da Organização
dos Estados Americanos (OEA)”. Ele disse ainda que se surpreendeu com o parecer
contrário de Tasso Jereissati (PSDB/CE), porque foi mediador de encontros do
embaixador venezuelano com o senador e o presidente da Comissão de Relações
Exteriores (CRE), Eduardo Azeredo (PSDB/MG). O líder do PT no Senado, Aloizio
Mercadante (SP), argumentou que o Brasil não pode empurrar a terceira economia
da região para fora bloco sul-americano. “Olhar nessa direção significa entender
que a América do Sul precisa se integrar e nós temos um papel decisivo nessa
integração”, afirmou.
Como a
submissão aos EUA é a única integração na qual a oposição está interessada - o
que significaria a desintegração do Mercosul pela submissão a Washington - ela
permaneceu refratária à entrada do sétimo parceiro comercial do Brasil, que hoje
responde por 20% do superávit comercial brasileiro.
Alguns
senadores de oposição repetiram a propaganda anti-chavista do período de Bush,
que acusa o presidente Chávez de ser “autoritário” e não respeitar a democracia.
Curiosamente, esses mesmos senadores consideram a ditadura de Roberto Michelleti
em Honduras muito democrática e se omitem, quando não apoiam, a instalação de
bases militares americanas na Colômbia, ameaçando os países da região.
Porém, é
natural que os golpistas daqui se identifiquem com os golpistas de lá. Nada mais
parecido com um serviçal do que outro serviçal.
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