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Camargo: MP pede para investigar Robson Marinho, tucano do TCE
As investigações da Polícia Federal na Operação
Castelo de Areia encontraram na planilha secreta da Construtora Camargo
Correia nove citações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo
como “cliente”. Os valores em dólares chegam ao todo US$ 1.378.732. Os
registros são de março a outubro de 1998.
No documento apreendido há menção à Companhia
Paulista de Ativos e à obra do metrô linha 2-Oratório e aparecem as iniciais
dos beneficiários - R.M. e E. B. – respectivamente Robson Marinho e Eduardo
Bittencourt. Robson Marinho chegou ao TCE em 1997, após ter coordenado a
campanha de Mário Covas (PSDB) em 94, que o nomeou chefe da Casa Civil do
seu governo.
Em junho deste ano, a Suíça bloqueou uma conta
da qual ele seria o titular. Nela foram feitos depósitos de mais de US$ 1
milhão em propinas pagas pela empresa Alstom, em troca de contratos no
governo tucano entre 1997 e 2003.
Segundo o Ministério Público, que pediu
investigação recentemente, as anotações são provas de pagamento de propinas.
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