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Federação Democrática
Internacional das Mulheres realizou o encontro
em Campinas (SP)
FDIM reúne 30 países no Brasil e debate acesso
ao trabalho
Durante o encontro, a FDIM recebeu a chave da
sede da entidade no Brasil
Elas vieram de todos os continentes. Em
delegações de mais de 30 países, começaram a
chegar em São Paulo no dia 28 de novembro. Eram
ministras, governadoras, deputadas,
sindicalistas, engenheiras, professoras,
operárias, todas representativas ativistas do
movimento de mulheres em seus países, todas
dirigentes de organizações femininas filiadas à
FDIM – Federação Democrática Internacional de
Mulheres. A entidade internacional realizou uma
série de atividades paralelas à reunião do seu
Conselho Diretor que aconteceu de 30 de novembro
a 5 de dezembro em Campinas. Elas foram
carinhosamente acolhidas pelo prefeito Hélio
Santos que lhes ofereceu um jantar de boas
vindas ao Brasil e por Berenice Rosa da
Coordenadoria da Mulher da prefeitura de
Campinas.
Como primeira atividade, no dia 30 de novembro a
Ministra Nilcéia Freire, em nome do Presidente
Lula, entregou à Márcia Campos, Presidente da
FDIM as chaves da sede da entidade. Um
reconhecimento por parte do governo brasileiro
da importância do movimento de mulheres em sua
busca permanente pela unidade. Em 2004, quando
Lula recebeu em Brasília a direção da FDIM fez a
promessa de proporcionar-lhe a obtenção de uma
sede no Brasil no ensejo de que pela primeira
vez uma brasileira acabara de assumir a
presidência da entidade. Promessa que o
Presidente da República cumpriu integralmente
com o apoio da Ministra Nilcéia Freire. A sede
no Morumbi foi inaugurada em festa, com emoção e
alegria, com brindes e agradecimentos de todas
ao Presidente Lula.
Todas já em Campinas no dia 1 de dezembro e
reunidas no Hotel Nacional Inn iniciaram os
debates sobre o tema central da reunião do
Conselho Presidencial – A crise alimentar,
econômica e seus efeitos sobre a mulher
trabalhadora e o acesso da mulher ao trabalho.
Em seu discurso de abertura Márcia Campos,
presidente da FDIM, denunciou a ganância dos
bancos e monopólios como responsáveis pela crise
iniciada nos EUA e que atingiu muitos países,
afirmando que “ou os países em desenvolvimento
se defendem nessa guerra econômica ou serão
devastados e até ocupados”. E que para barrar a
crise “é preciso contar com seu próprio mercado
interno, com seus próprios esforços e
capacidades. Rompendo com a dependência externa
os países em desenvolvimento poderão combater a
fome e as desigualdades sociais. É preciso usar
os recursos públicos para financiar a produção,
a indústria, a geração de emprego e renda dentro
dos nossos países que não podem deixar que suas
economias, com a desnacionalização, sejam
governadas pelas crises dos outros. É hora de
diminuir a desnacionalização e superar a crise.
É isso o que mais beneficia aos povos e em
particular à mulher”.
À noite, a sociedade campineira foi convocada a
participar do ato de solidariedade à Cuba e à
Palestina.
Maria Eugênia, irmã de Antônio Garrero, um dos
cinco heróis cubanos injustamente presos por
Bush nos EUA, pediu que a FDIM e as mulheres, em
cada um dos seus países, se mobilizem pela
liberdade dos cinco companheiros cubanos, que
escrevam cartas ao Presidente Obama, para o
Congresso e autoridades dos EUA solicitando a
revisão da pena aplicada e a imediata liberdade
dos cinco heróis cubanos presos desde 1998.
Mayada Abbassi, vice-presidente da FDIM e
ex-embaixadora da Palestina no Brasil, denunciou
os crimes de Israel contra a Palestina e em
particular os cometidos na Faixa de Gaza e a
“continuidade dos já reprovados assentamentos
judaicos de Israel em nosso território”. Mayada
disse ainda que “a luta de seu povo é por uma
Palestina livre com capital em Jerusalém
Oriental. É muito importante que sigamos
enviando missões solidariedade às mulheres
guerreiras da Palestina e o apoio à criação do
Estado Palestino”.
Ao final dos seis dias de trabalhos Márcia
Campos e Berenice Rosa apresentaram um vídeo
sobre a visita da delegação da FDIM à RPDC –
República Popular Democrática da Coreia,
realizada em outubro passado, e homenagearam Ri
Tong Hui – Vice-presidente da União Democrática
das Mulheres Coreanas, Ri Yong Hui – Diretora de
Relações Internacionais e a diretora Ho Rye Jong
que compunham a delegação do país asiático.
O próximo encontro internacional das mulheres
será realizado no ano que vem em Moçambique. |