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Ditadura hondurenha impede a
saída de Manuel Zelaya do país
Depois das informações de que o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, sairia da
embaixada do Brasil, onde se encontra desde 21 de setembro, para viajar ao
México, foi informado de que, apesar de entendimentos neste sentido, os
golpistas haviam negado o salvo-conduto para que ele se deslocasse até o
aeroporto com segurança de que não seria preso.
Zelaya afirmou que o governo interino “abortou o processo que estava sendo
promovido pelo México” para que ele pudesse deixar o país ao exigir sua renúncia
ao cargo de líder como condição para sua saída.
“Não há nada que confirme de que o regime tenha concordado em me conceder
liberdade de trânsito e traslado em meu país na qualidade de presidente”,
esclareceu o mandatário constitucional.
Os ditadores que no início pareciam se engajar em uma negociação para permitir
que Zelaya viajasse ao México, queriam, de fato, aproveitar a oportunidade para
lhe conceder passagem para um suposto “asilo político”.
Caso aceitasse essa condição – a qual Micheletti disse que lhe daria ‘com muito
gosto’” – ficaria impossibilitado, pelas normas internacionais e leis do país
que lhe concedesse asilo, de atuar como dirigente político legítimo de Honduras.
O dirigente popular hondurenho esclareceu ainda que não pedira “asilo político a
nenhum país”.
O Itamaray chegou a anunciar a iminente saída de Zelaya e o encarregado de
negócios da embaixada brasileira, Francisco Catunda, afirmou que ele havia
aceito um convite feito pelo presidente do México, Felipe Calderón, para se
abrigar no país como um “hóspede de honra”. Permaneceria, portanto, em situação
análoga a que ele se encontra na Embaixada do Brasil.
Ele destacou ainda: “Minha presença aqui é firme, decidida, não tenho a menor
intenção de renunciar aos direitos que me concedeu o povo. Estou aqui exercendo
um mandato que o povo hondurenho me concedeu”.
Enquanto isso centenas de hondurenhos reuniram-se nas imediações da embaixada
brasileira proclamando: “O protegeremos, hoje, amanhã e sempre, presidente de
todos os hondurenhos”.
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