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Zelaya conclama
Resistência a conquistar as transformações
“A Resistencia deve ser o eixo para coordenar e aglutinar as forças
políticas progressistas, que sem perder sua própria identidade, possam
cumprir o objetivo das transformações e mudanças para o povo hondurenho”,
assinalou o presidente constitucional hondurenho, Manuel Zelaya, em carta
que enviou à Frente Nacional de Resistencia, na terça-feira, dia 8.
A aliança de organizações sociais, políticas e sindicais foi criada horas
depois do golpe militar que tirou Zelaya do governo, desterrando ele para a
Costa Rica.
O dirigente Juan Barahona informou que, nessa direção, a Frente, em
assembléia realizada no domingo último, decidiu avançar na formação de uma
Frente Ampla contra o regime, que agrupará todas as forças opostas ao golpe
de Estado.
Na carta, Zelaya exortou os hondurenhos: “que não nos enganem com a farsa e
a armadilha que realizaram no passado 29 de novembro. Em Honduras não há
democracia, se institucionalizou o golpe de Estado, não há separação de
poderes e se mantém a impunidade das instituições co-autoras do golpe de
Estado: Corte de Justiça, Promotoria, Comissionado dos Direitos Humanos, as
cúpulas de Partidos Políticos no Congresso, e as castas militares”.
O presidente legítimo lembra que as eleições tuteladas pela ditadura não são
válidas, têm vícios de origem, sem observadores qualificados, sob repressão,
sem garantias de igualdade nem liberdade para os opositores ao regime
golpista, censura e fechamento de meios de comunicação com um abstencionismo
de mais de 60 %.
“A resistência deverá organizar sua plataforma de coordenação política e
programas com ações definidas em cada bairro, cada município, em todos os
departamentos que conformam o território nacional, exigir um novo pacto
social, uma nova constituição onde o soberano determine as regras que
permitam a solução aos problemas e as transformações de Honduras”, prossegue
o documento, chamando à “desobediência civil contra leis injustas”. |