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Alto déficit da Grécia e queda na produção
industrial alemã geram abalo nas Bolsas
À moratória decretada em Dubai, agora soma-se
a precária situação das finanças da Grécia – um déficit previsto de 6% do PIB
foi revisto para 12,7% até o fim do ano - para causar nova derrubada nos
mercados de ações europeus e dos EUA. Além disso, a queda da produção industrial
da Alemanha aumentou o nervosismo.
Para tentar segurar a inadimplência dos
bancos gregos atingidos pela crise o governo grego fez estes bancos tomarem 40
bilhões de euros emprestados ao Banco Central Europeu, com apoio em títulos do
Tesouro grego. Resultado: há um medo agora de que com o déficit galopante os
bancos gregos fiquem inadimplentes, ou o governo, ou tudo junto. Além disso,
para atrair divisas o governo resolveu vender títulos do Tesouro a juros mais
altos que os pagos pelos outros países. Os bancos alemães foram atrás do
presente de grego e se encheram de títulos daquele país e estão entre os mais
pendurados nestes papéis.
O assunto ficou abafado por duas semanas, mas
bastou uma das casas agências que orientam a especulação – desta vez a
norte-americana Fitch – anunciar que o “índice de risco” dos títulos gregos
deixariam de ser A- para se tornarem BBB+ para o pânico se espraiar.
Imediatamente “analistas” começaram a lembrar o “default” de Dubai para
perguntar: “A Grécia vai pelo mesmo caminho?”. Também com os cofres abarrotados
de títulos gregos, as economias da Rússia e Espanha correm novo risco de
soçobrarem.
O sismo atual repercute o momento em que a
Dubai World, declarou moratória de sua dívida de US$ 59 bilhões jogando índices
para baixo em todas as bolsas, onde antes se festejava o “fim da crise”.
Já a Alemanha, além de estar estufada de
títulos gregos, anunciou que sua produção industrial caiu, em outubro, pela
primeira vez em três meses. O indicador deslizou 1,8% face a Setembro. Antes, a
agência Bloomberg dizia que a previsão era de avanço de 1%. Queda nas
exportações e, como conseqüência, nas encomendas à indústria, principalmente na
de bens de capital (máquinas e equipamentos). Pela mesma senda vai o Japão: o
Yen valorizou-se 0,5% diante do dólar. Caíram as exportações e o PIB, que no
primeiro trimestre caiu 3,1% e teve uma tímida subida de 0,7% no segundo,
praticamente estancou no terceiro, ficando em 0,3%. |