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‘País não
pode desperdiçar riqueza do pré-sal’, diz Clube de Engenharia
Para o presidente da entidade, Francis Bogossian, contrário aos leilões de
petróleo, “a Petrobrás tem todas as condições para explorar o nosso pré-sal”
“O Clube de Engenharia se preocupa com a continuidade dos leilões porque
acredita que a Petrobrás tem todas as condições para explorar o petróleo e gás
no pré-sal e no pós-sal”, afirmou o presidente do Clube de Engenharia do Rio de
Janeiro, Francis Bogossian, durante solenidade de posse da diretoria da
entidade, realizada no dia 11 de dezembro, Dia do Engenheiro. “O petróleo é tema
de vital importância para o país e para o Rio de Janeiro. Não podemos nos
esquecer, no entanto, que o país não pode desperdiçar a riqueza do pré-sal”,
disse no evento que foi prestigiado pelo presidente da República em exercício
José Alencar.
Contrário a realização dos leilões de petróleo, o Clube de Engenharia,
juntamente com a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), foi
responsável, em 2006, pela suspensão da 8ª rodada de licitação da Agência
Nacional de Petróleo (ANP) por decisão judicial. Além de cercear a participação
da Petrobrás, que não poderia adquirir mais de 11% dos blocos ofertados - até a
7ª rodada, a estatal tinha adquirido 70% dos blocos leiloados pela ANP -, a
agência ofertava dez blocos na franja do pré-sal. Apesar da insistência da ANP
em exumar o 8 º leilão este ano, não ocorreu.
Para o engenheiro, “sem uma análise e planejamento adequados e movido apenas
pelas pressões econômico-financeiras, o petróleo do pré-sal representará mais um
ciclo de desenvolvimento não sustentável, como foram a borracha e o café, com o
perigo de que a valorização de nossa moeda ainda destrua a indústria
brasileira”.
Segundo Bogossian, “em termos de novas tecnologias os três gargalos tecnológicos
que são a perfuração, a complementação submarina dos poços e as linhas flexíveis
são resolvidos pelos mesmos fornecedores que atendem a todas as petroleiras. A
Petrobrás frente às concorrentes foi a empresa que mais demandou essas novas
tecnologias e a que melhor sabe utilizá-las, uma vez que participou ativamente
de seu desenvolvimento”, enfatizou.
“Assim como foi no passado, a preocupação maior dessa diretoria do Clube é
também a de servir e integrar a engenharia brasileira. Através das divisões
técnicas, que reúnem quadros técnicos de especialistas da melhor qualidade, o
Clube se propõe a apoiar o setor público, não apenas respondendo a consultas
sobre os mais variados temas da engenharia, como também ofertando
espontaneamente soluções para os muito graves problemas do país”, disse o
presidente da entidade para o triênio 2009/2012, ao lado dos engenheiros
Fernando Leite Siqueira, Ricardo Maranhão e Paulo Metri, respectivamente
presidente, conselheiro e sócio honorário da AEPET, que integram a nova
diretoria da entidade.
A cerimônia também celebrou os 120 anos da proclamação da República e homenageou
José Alencar com o Troféu Benjamim Constant, fundador da República, sócio do
Clube de Engenharia e professor da Escola Politécnica.
Alencar, ao encerrar a solenidade, destacou a importância do Clube de Engenharia
nas campanhas históricas do país, como a abolicionista, o movimento “O Petróleo
é nosso” e as “Diretas Já!”. “O presidente Lula sabe bem da tradição e do valor
desta instituição, que está no Rio, na Avenida Rio Branco, como sempre, mas é do
Brasil. O Clube de Engenharia é uma instituição nacional”, disse Alencar, ao
agradecer a homenagem.
Participaram do evento, o governador Sergio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, o
senador Marcelo Crivella, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, entre outras
autoridades e presidentes de entidades e lideranças de diversas áreas.
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