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Para
presidente da AEPET, “a continuidade
dos leilões é um erro. Precisa de correção”
Em Santa Maria (RS), um público atento, formado por autoridades
municipais, lideranças partidárias, médicos, engenheiros e representantes do
movimento negro, sindical, estudantil e comunitária, lotou o plenário da
Câmara de Vereadores no começo da noite da quarta-feira (9) para acompanhar
a palestra do engenheiro Fernando Siqueira, presidente da Associação dos
Engenheiros da Petrobras (AEPET).
Na mesa do evento, ao lado de Siqueira, participaram o prefeito
Cezar Schirmer, o presidente da Câmara de Vereadores, João Carlos Maciel, e
o vereador Werner Rempel, proponente do ato.
Fernando Siqueira ressaltou o significado estratégico para a
soberania e a economia do país das jazidas de petróleo descobertas na camada
do pré-sal na costa brasileira. Ele enfatizou que a efetivação dessa
potencialidade, aberta a partir daquelas descobertas, depende de
modificações na atual legislação, criada em 1997 durante o governo Fernando
Henrique Cardoso, que favorece os interesses privados estrangeiros em
detrimento das necessidades nacionais.
Uma dessas modificações, defendida pelo presidente da AEPET, é o
fim dos leilões de lotes para a exploração privada e, no limite, caso
permaneçam os leilões, a proibição do pagamento em óleo às empresas privadas
pelos serviços prestados. “Por isso, é preciso que a população brasileira se
volte para o Congresso Nacional, exigindo as modificações da Lei 9478/07 que
determinou, na prática, a quebra do monopólio estatal sobre a exploração do
petróleo brasileiro”, afirmou Siqueira.
O presidente da Aepet ressaltou que, com o pré-sal, “o Brasil pode,
finalmente, deixar de ser o país do futuro para tornar-se uma das economias
mais ricas do planeta”. A afirmação foi fundamentada com dados como a
comparação da capacidade produtiva atual do país que será multiplicada por
oito, passando de cerca de 14 bilhões para 100 bilhões de barris, geração de
250 mil empregos diretos e 500 mil indiretos, ascensão da 13ª para a 4ª
posição no contexto das nações produtoras de petróleo, sendo superado apenas
por Arábia Saudita, Irã e Iraque.
Fernando Siqueira defendeu que o petróleo brasileiro seja explorado
à luz dos interesses nacionais e não sob a égide do lucro. Com o petróleo
existente em território brasileiro – incluindo a atual produção e a prevista
com o pré-sal – o Brasil detém uma autossuficiência estimada de 50 anos.
Justamente o tempo calculado para que uma nova matriz energética alternativa
ao petróleo se solidifique. Com a continuidade dos leilões, as reservas
serão exauridas em bem menos tempo, e o Brasil igualando-se à dramática
situação norte-americana, que importa 2/3 do petróleo que consome. As baixas
reservas dos Estados Unidos, conforme Siqueira, explicam grande parte das
guerras contemporâneas como as invasões do Iraque e do Afeganistão e a
recente reativação da 4ª Frota da marinha dos Estados Unidos no Atlântico,
tão logo foram anunciadas as descobertas do pré-sal brasileiro.
Participaram do evento, os vereadores Manoel Badke, Cláudio Rosa,
Paulo Airton Denardin e Maria de Lourdes Castro, além da vereadora Cátia
Siqueira da Câmara de Vereadores de Jaguari.
FÁBIO DE OLIVEIRA, com a colaboração
e fotos da assessoria de imprensa da
Câmara de Vereadores de Santa Maria
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