Tucano dirige outra fornecedora do GDF e governo
de SP
A Polícia Federal deflagrou em março a “Operação
Mainframe” para investigar as atividades
ilícitas de quatro empresas de informática
conhecidas como “Clube do Milhão”, acusadas de
pagar propina e formar um cartel para ganhar
licitações públicas. Duas dessas empresas têm em
sua diretoria integrantes da cúpula do PSDB.
Uma assembleia realizada em 24 de janeiro do ano
passado registra a nomeação de Luiz Fernando
Gusmão Wellisch como “Diretor Executivo de
Vendas Governo” da CTIS. Na ata também está
registrada a efetivação de Martus Antônio
Rodrigues como integrante do Conselho
Administrativo da empresa. Wellisch foi nada
menos do que diretor de tecnologia do BB e
trabalhou no Ministério do Planejamento, no
período Serra. Em 2002, ele foi um dos
coordenadores da campanha de Serra à
Presidência.
Já Martus Tavares foi ministro do Planejamento
de Fernando Henrique Cardoso. Depois de integrar
a CTIS, Tavares deixou formalmente o conselho da
CTIS e, em 5 de janeiro deste ano, foi nomeado
diretor executivo “Politec IT Services”, outra
integrante do cartel. Tudo indica que os dois
tucanos se dividiram para abarcar mais empresas
do “Grupo do Milhão”. A PF investiga essas
ligações. As outras duas integrantes do cartel
são a Poliedro e a Policentro.
A CTIS foi flagrada na Operação Caixa de
Pandora, que desbaratou o esquema de corrupção
comandado pelo governador do Distrito Federal,
José Roberto Arruda (DEM). Segundo relato à PF
do ex-secretário de Relações Institucionais do
DF, Durval Barbosa, a CTIS enviou um pacote de
dinheiro via Sedex para ser distribuído ao
governador Arruda e outras pessoas. Esta mesma
empresa foi vencedora de uma licitação para
alugar 100 mil microcomputadores ao governo do
tucano José Serra, em São Paulo, num contrato de
R$ 400 milhões.