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Para ministro, estimativa de crescer 1% está prejudicada
O Produto Interno Bruto (PIB) teve um
crescimento de 1,3% no terceiro trimestre na comparação com os três meses
imediatamente anteriores. A indústria apresentou o melhor desempenho com uma
variação de 2,9% e os serviços, 1,6%. Já a agropecuária recuou 2,5%.
Contudo, em relação ao terceiro trimestre do ano
passado, o PIB apresentou uma queda de 1,2%, sendo que o único componente com
resultado positivo foi o de serviços (2,1%). Agropecuária (- 9,0%) e indústria
(- 6,9%) tiveram resultados pífios.
Na véspera da divulgação do resultado dos
números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, havia dito que o crescimento no terceiro trimestre seria
de cerca de 2,0%, que, anualizado resultaria em 8%. Ao ser questionado em
entrevista se o Brasil tinha tido um “pibinho” no terceiro trimestre, Mantega
respondeu: “Pibinho é o da União Europeia, o nosso é pibão. O resultado da
Europa foi positivo em apenas 0,4%”.
Mesmo assim, o ministro considera que sua
estimativa de crescimento de 1% em 2009 está prejudicada.
“Vamos ter um final de ano com a economia
girando num patamar satisfatório. Vamos entrar em 2010 com a economia aquecida e
crescendo a 5%”, afirmou Mantega, uma vez que os investimentos externos “estão
bombando”.
O ministro comemora a entrada de capital
especulativo, sendo que instituiu a taxação de IOF (Imposto sobre Operações
Financeiras) sobre a entrada de capital estrangeiro no país, uma tímida
tentativa, sem sucesso, de impedir a sobrevalorização do câmbio.
Porém, com a manutenção dos juros altos pelo BC,
a injeção de recursos públicos nos monopólios, especialmente os externos, e a
equipe econômica abrindo mão de proteger a economia brasileira da guerra cambial
vamos continuar marcando passo.
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