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Trilho de 700 kg
despenca e mata operário em obra do Metrô de SP
Um operário da linha 2-Verde do metrô de São Paulo morreu no trabalho, nesta
segunda feira, após ser atingido por uma viga de metal. A empresa Galvão
Engenharia, responsável pela obra, informou que o operário Raimundo Maria de
Almeida, de 49 anos, morreu depois que um trilho de aço de 700 quilos se
desprendeu do guindaste caiu em cima dele por volta das 17h.
Por meio de comunicado, o Metrô de São Paulo confirmou a morte do trabalhador. A
ocorrência se deu no trecho entre as futuras estações Tamanduateí e Vila
Prudente.
A assessoria de imprensa da Galvão Engenharia classificou o acidente como uma
“fatalidade”, pois, de acordo com a empresa, o funcionário seguia todas as
normas de segurança e utilizava todos os itens de proteção.
Esta não foi a primeira morte que ocorreu nas obras do metrô contratadas pelo
governo Serra. Em outubro de 2006, o operário José Alves de Souza, 56 anos,
morreu soterrado em um túnel nas obras da futura estação Oscar Freire, da linha
4-Amarela.
Três meses depois, o desabamento no canteiro de obras da estação Pinheiros
engoliu carros, caminhões e pessoas, deixando mais sete pessoas mortas.
A apuração do acidente da Linha 4 está sendo investigada pela procuradoria-geral
de Justiça de São Paulo. De acordo com o procurador Fernando Grella Vieira, que
instaurou o inquérito na semana passada, a investigação é para averiguar conduta
irregular de um “membro do Ministério Público Estadual”. O MPE liberou o
canteiro de obras para a continuidade da execução da obra logo após a
finalização dos trabalhos dos técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas
(IPT), contratado pelo consórcio que derrubou o túnel, no dia 05 de abril,
quatro meses depois da tragédia. |