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Bachelet colhe
resultado adverso após atrelar país à economia norte-americana
O atrelamento da economia chilena aos EUA causou danos ao país, fazendo com
que a crise financeira norte-americana repercutisse de forma intensamente
negativa no país. O impacto sobre o PIB – que deverá fechar em 2% negativos
este ano e no segundo trimestre chegou a recuar em 4,5% – influiu no mau
resultado do candidato de Bachelet, Eduardo Frei, que advogava manter a
economia do país na mesma linha de Bachelet e de Ricardo Lagos (antecessor
da atual presidente), ou seja, defender a ALCA, o que significou privilegiar
as importações sobre a industrialização do país.
Com a crise as exportações – que participaram com 29,54% do PIB em 2008, no
México elas responderam por 25,2% e no Brasil em torno de 12% - tiveram
queda de 25% de janeiro a novembro.
A taxa de desemprego, que em 2007 estava em 7,1%, passou no ano seguinte a
7,8% e em 2009 está em 9,7%.
Ao não apostar na industrialização voltada para o mercado interno, o grupo
de Bachelet, precedida por Lagos e antes pelos neoliberais da ditadura,
deixaram a economia pendurada em produtos primários sujeitos a oscilação nos
mercados. Cobre e madeiras tratadas são 65% dos exportados e adicionando-se
salmão e truta chega-se a 86%.
Também no que tange à pauta de exportações a maior parte tem os EUA e a
Europa como destino.
Destruíram o Estado, que com Allende chegou a participar em 40% da economia
e hoje mal chega a 10%.
Resultado: seu candidato ficou com 29,6%; enquanto que o oposicionista
Sebastián Piñera, também defensor da destruição do Estado para facilitar o
avanço sobre a riqueza e mercado do Chile, obteve 44%. Marco Ominami, teve
19,39% e Jorge Arrate, comunista, com 6%. Arrate propôs a unidade destas
forças e reformulação do programa de Frei para defesa da economia nacional
para barrar o retorno da direita que, sob o comando de Pinochet, aprofundou
a pilhagem das riquezas naturais e do patrimônio do Chile. |