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O conto do
aquecimento global
O professor Luiz
Carlos Molion sustenta que “o CO2 não controla o clima” e que “reduzir as
emissões” não impediria um real “aquecimento global”. Mostra como a medição de
temperaturas do IPCC é tendenciosa e afirma que países ricos querem é frear o
crescimento dos países em desenvolvimento
De acordo com
o professor Luis Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas e
representante dos países da América Latina na Organização Meteorológica Mundial
(OMM), “o gás carbônico não controla o clima” e “reduzir as emissões de CO2”
“não impedirá “aquecimento global” algum. A afirmação foi feita em entrevista a
Carolina Oms, do “Terra Magazine”.
Molion, que
estuda o clima há quarenta anos, destacou que a quantidade de CO2 lançada pelo
homem – “6 bilhões de toneladas/ano” – é “irrisória” diante dos “200 bilhões
provenientes dos fluxos naturais – oceanos, solo, vegetação” anuais. Ele
salientou que a incerteza sobre esses fluxos naturais é de “40 bilhões de
toneladas para cima e para baixo”. Ou seja, existe “uma incerteza de 80 bilhões,
que é oito vezes maior que o que o homem lança na atmosfera”. “Não há como
controlar o clima, mas se controlar, se reduzir as emissões, não haverá impacto
nenhum no clima”, acrescentou. A questão, ele assinalou, é que o clima hoje
“deixou de ser um problema científico, é um problema político-econômico”.
E o cerne
desse problema é que, numa situação de crescente escassez dos combustíveis
fósseis e recursos naturais, os países ricos querem frear o crescimento dos
países em desenvolvimento, “não querem perder a hegemonia”. Como Molion
destacou, “hoje a matriz energética mundial, com exceção do Brasil, que é um
país privilegiado, está baseada nos combustíveis fósseis (petróleo e carvão)”.
Quando se diz, ‘vamos reduzir as emissões’, o que se quer dizer é: “Vamos
reduzir a geração de energia elétrica”. Ou seja, a produção (e a inclusão dos
mais pobres). “Uma coisa é você estar com sua população em condições adequadas,
como é no caso da Europa, dos EUA, do Canadá”; outra, a situação de “todos os
países que ainda não têm” tal condição. “Então, precisaria desenvolver, não se
consumindo como se consome nos EUA, mas com condições adequadas para viver,
saúde, educação”, ressaltou.
DÉCADA DE 30
Voltando à
discussão sobre o “aquecimento global”, Molion apontou que “todos os recordes de
temperatura nos Estados Unidos, que têm uma série de dados bastante longa, ainda
são da década de 1930”. Entre 1925 e 1946, “ocorreu forte aquecimento” e nessa
época “o homem lançava na atmosfera menos de 10% do carbono que lança hoje”.
Então, aquele aquecimento, “que é ainda maior que esse atual”, na realidade foi
explicado “por fenômenos naturais”. O sol esteve mais ‘ativo’, praticamente não
houve erupções vulcânicas, deixando a atmosfera mais limpa, e com entrada maior
de radiação solar. “Depois, no pós-guerra, quando a atividade industrial
aumentou, e o consumo de petróleo também, houve uma queda nas temperaturas. Ele
também se referiu à época em que se doutorou nos EUA – anos 1970 – quando estava
tão frio que o ‘consenso’ da época era de que se estava “entrando numa Era
Glacial”.
Se não é o
“CO2”, como insinuado no terrorismo climático vigente, “quem controla o clima?”
A resposta em primeiro lugar é “o sol, que é a fonte principal de energia para
todo o sistema climático”. Molion lembrou que “há um período de 90 anos,
aproximadamente, em que ele passa da atividade máxima para a mínima”, e deverá
estar em estado de atividade mínima nos próximos 22, 24 anos, segundo os
registros desde a época de Galileu. Também os oceanos, “em particular o
Pacífico, porque ele sozinho ocupa 35% da superfície terrestre. Então, quando
ele se aquece, o clima também fica mais quente: a atmosfera, o ar, é aquecido
por baixo, as temperaturas mais elevadas estão próximas da superfície”. Mas,
conforme Molion, “desde 1999 o Oceano Pacífico esfria”, o que é constatado
através de monitoramento e de mais de 3200 bóias que mergulham, se deslocam com
a corrente marinha e nove dias depois sobem e passam os dados por satélite.
“Esse sistema mostra que os oceanos, de maneira geral, estão esfriando nos
últimos seis, sete anos. E, nos últimos 10 anos, a concentração de CO2 continua
subindo”.
“CHUTES”
Há também o
fato de os modelos de fenômenos climáticos atuais serem “uma representação ainda
simples, grosseira, da complexa interação entre os processos físicos diretos e
de realimentação”; que há “sérios problemas com as simulações e modelagens” – o
que é resolvido através da “sintonia”, “intuição”, “parametrização” – ou, como
diriam nos bancos escolares, “no chute”. E a questão de como são medidas as
temperaturas que supostamente provariam o “aquecimento global”. O “Painel
Intergovernamental” (IPCC), criado, por iniciativa dos países do G-7, para
disseminar a tese, se recusa a aceitar as medidas feitas por satélites, através
de sensor de microondas (MSU), existentes desde 1986, e mais apropriados para
medir temperatura global pois fazem médias sobres grandes áreas, incluindo
oceanos. Já os termômetros de superfície, os preferidos pelo IPCC , registram
variações de seu micro ambiente, num raio de 150 metros e por estarem na grande
maioria dentro das cidades, são afetados pelo efeito de ilha de calor,
resultante da substituição da cobertura vegetal por asfalto e concreto.
Como Molion
acrescentou, ainda com tudo isso precisam apelar para meios como os mostrados no
chamado “Climategate” – os e-mails mostrados por hackers, em que há uma
confissão de manipulação de uma série para, ao invés de um resfriamento, mostrar
aquecimento. Em entrevistas anteriores, Molion havia expressado que a tese da
contenção do desenvolvimento para evitar o aquecimento global é a “ressurreição
da velha teoria” do malthusianismo, que dizia que a população dos países pobres,
à medida que crescesse, iria concorrer pelos recursos naturais existentes.
“Agora querem que reduzamos nosso consumo de petróleo, enquanto a sociedade
americana, sozinha, consome um terço do que é produzido no mundo”.
O suposto
“consenso científico” sobre o “aquecimento global” foi nocauteado por Molion.
“Não existem consensos na ciência, ciência não é política, é experimentação. A
ciência progride pelos contras que vão surgindo. Se você tem uma teoria e mostra
que ela vale, e se surge um único experimento que diz o contrário, então você
tem de repensar toda a teoria”. O professor também contestou as imposturas
passadas aos alunos como “ciência”: “quando você olha para os livros didáticos
das crianças, diz lá que o homem está destruindo a camada de ozônio, que a Terra
está aquecendo, que o nível do mar vai... Isso está errado! O que nós estamos
fazendo? Educação ou lavagem cerebral?”
ANTONIO PIMENTA
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