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Evo
diz a Hillary que ‘EUA é que exporta terrorismo’
“Os Estados Unidos
não têm nenhuma autoridade moral para falar de terrorismo quando é Casa Branca
que o pratica enviando tropas a outros países ou assentando bases militares em
algumas regiões ou continentes”, afirmou no sábado o presidente de Bolívia, Evo
Morales.
Foi a resposta a
ameaças feitas pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, à
Venezuela e à Bolívia por – segundo ela - “paquerar” com o Irã, o que “realmente
é uma má idéia”, disse, porque se trata “do maior promotor e exportador de
terrorismo”. No final de novembro, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad,
visitou o Brasil, a Bolívia e a Venezuela.
“Dizem que o Irã
exporta terrorismo. Sabem quem exporta terrorismo? Aquela gente que manda tropas
para outros países, que instala bases militares. É o governo dos EUA que pratica
e faz terrorismo neste momento”, acrescentou Morales em entrevista coletiva
concedida em Cochabamba.
Evo Morales lembrou
que seu país, o Irã e a Venezuela não “mandam tropas para outras nações”. A
funcionária estadunidense em conferência de imprensa, falou que “se desejam
paquerar com o Irã deveriam ver as consequências para eles, pelo que esperamos
que pensem duas vezes e os apoiaremos se assim o fizerem”.
O presidente
assinalou que a Bolívia é um Estado soberano que se relaciona com todos os
países do mundo, porque defende a cultura do diálogo e em nenhum caso aceitará
“advertências” como as formuladas por Clinton, como ocorreu com governos
bolivianos anteriores.
“Essas advertências
não servem para nada e as rechaçamos rotundamente. Os Estados Unidos não têm
autoridade para falar sobre terrorismo quando eles o praticam”, ressaltou.
Os Estados Unidos e
a Bolívia têm seus vínculos diplomáticos tensos por conta de que em setembro de
2008 a embaixada de Washington tinha se intrometido em assuntos de política
interna ao apoiar governantes regionais que defendem o separatismo e o golpismo.
Essa atitude da
representação dos EUA levou ao governo boliviano a declarar persona non grata o
embaixador Philip Goldberg.
Tanto a Bolívia como
o Brasil e a Venezuela respaldaram o direito do Irã a desenvolver tecnologia
nuclear
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