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Editorial
Com esta
edição, a de nº 2.828, o HP encerra as suas atividades do ano de 2009.
Após um
breve descanso, retornaremos às bancas no dia 13 de janeiro de 2010.
O ano de
2009 termina sem que a crise dos países capitalistas centrais dê mostras
de ter sido controlada.
A política
adotada pelos governos desses países, de socorrer com injeções maciças
de recursos públicos os monopólios responsáveis pela megaespeculação que
detonou a crise, ao invés da retomada do crescimento promete novas
bolhas agravadas por uma elevação sem paralelo dos déficits públicos.
Por outro,
a guerra cambial deflagrada pelos EUA - o pivô da crise - contra o resto
do mundo, desvalorizando violentamente o dólar para reerguer-se a partir
da ocupação de mercados alheios, dificilmente poderá contar com o apoio
e a compreensão dos “parceiros” que ela pretende depenar.
No Brasil,
embora o governo não tenha ainda conseguido se desvencilhar das ilusões
sobre o papel do capital externo - razão pela qual o crescimento
econômico do ano dificilmente chegará a 1% -, as perspectivas de
fortalecimento da Petrobrás no pré-sal e da volta da Telebrás como
operadora da rede nacional de banda larga são avanços fundamentais que
cabem ser ressaltados.
Ambos não
estão consolidados, mas grandes passos foram dados nesta direção. E
devemos intensificar a luta para que eles se tornem irreversíveis em
2010.
A receita
para o Brasil crescer, especialmente nesta crise, é mercado interno e
tratamento preferencial do Estado às empresas genuinamente brasileiras -
estatais e privadas não-monopolistas - tanto nos financiamentos quanto
nas encomendas.
Mais do
que nunca a realidade tem se encarregado de demonstrar que não há outro
caminho. E estamos seguros de que o ano de 2010, por ser um ano
eleitoral, oferece condições especiais para que esta idéia se torne
hegemônica entre as forças nacionais e populares.
Desejamos,
portanto, aos nossos leitores muita saúde para darmos conta das tarefas
que nos aguardam no ano que se avizinha.
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