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Dinheiro marcado pela PF foi achado na casa de Arruda
Segundo relatório encaminhado ao Superior
Tribunal de Justiça (STJ), na última quinta-feira, a Polícia Federal revelou ter
encontrado na residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto
Arruda, dinheiro da mesma série numérica de um lote de cédulas apreendidas em
duas empresas acusadas de participar do esquema de propinas do DEM.
O dinheiro foi apreendido na sala de trabalho de
Fábio Simão, que era o chefe de gabinete de Arruda. A descoberta reforça os
laços financeiros entre o grupo de Arruda e as empresas prestadoras de serviço.
A PF descobriu que o dinheiro encontrado na residência oficial é proveniente do
caixa das empresas.
O documento revela também que parte da verba
recebida e distribuída pelo ex-secretário Durval Barbosa, foi encontrada na casa
de Domingos Lamoglia, ex-assessor pessoal de Arruda nomeado por ele como
conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Como Barbosa já estava
colaborando com a investigação, as cédulas foram marcadas pela polícia com tinta
invisível antes de serem passadas adiante. A estratégia dos investigadores era
deixar que o dinheiro fosse distribuído aos integrantes do governo para, depois,
na ação, identificar os destinatários da propina.
A Vertax e a Adler aparecem como fontes do
dinheiro. Segundo o relatório, as cédulas encontradas na residência de Lamoglia
fazem parte de um lote de R$ 600 mil que Barbosa recebeu das empresas, a título
de propina, para repassar a outros integrantes do governo. No caso do dinheiro
apreendido na casa do conselheiro Lamoglia, as cédulas de séries A2406, A2870,
A2994 e A3027 integravam o pacote previamente marcado pelos investigadores. “A
maior parte do dinheiro marcado veio exatamente da Vertax (R$ 100.000)”, diz
trecho do relatório da PF.
A perícia nas cédulas apreendidas foi realizada
pela Divisão de Contra Inteligência da PF. No dia seguinte à operação, num
documento intitulado Relatório de Análise do Dinheiro Apreendido na Operação
Caixa de Pandora, os investigadores já haviam mapeado as conexões entre os
diferentes lotes de dinheiro. Em 11 de dezembro, quando começou a Operação Caixa
de Pandora, as cédulas da série A3569 foram descobertas no gabinete de um
assessor de Arruda, situado na residência oficial, e na sede das empresas Vertax
e Adler, que têm contratos com o governo do DF na área de informática.
O Movimento Fora Arruda realizou na semana
passada a primeira manifestação em frente à sede do governo do Distrito Federal,
no Buritinga, em Taguatinga exigindo a saída do governador do DF. À frente,
puxando a manifestação, uma faixa dizia: “O panetone não pode virar pizza!”.
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