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Metalúrgicos do Espírito Santo em greve por aumento real, plano de saúde e
cesta básica
Os metalúrgicos do setor metalmecânico do
Espírito Santo, em greve desde segunda-feira (14), recusaram a proposta
apresentada pelo sindicato patronal (Grupo Sindifer) de reajuste salarial de
6%, durante reunião realizada sexta-feira na Superintendência Regional do
Trabalho.
Em campanha salarial desde novembro, a categoria
reivindica reajuste salarial de 7% e 15% para os pisos de auxiliar
(atualmente de R$ 500). Os trabalhadores também exigem plano de saúde
custeado pelas empresas e para todos os trabalhadores, cesta básica ou
tíquete alimentação de R$ 150 e o abono dos dias parados. As empresas
aceitam abonar apenas 75%.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do
Espírito Santo (Sindimetal-ES), a greve será mantida, uma vez que as
empresas, além de proporem reajuste abaixo do que reivindicam os
trabalhadores, se recusam a negociar o auxílio alimentação, o reajuste do
piso profissional para R$ 1,3 mil e o aumento na tabela dos pisos
profissionais.
Nesta semana, serão realizados piquetes na
maioria das 40 empresas que prestam serviços à Vale, CST (Companhia
Siderúrgica de Tubarão), Belgo e Samarco.
Na manhã de segunda-feira, os trabalhadores
realizaram manifestação em frente à portaria da Vale, em Carapina, Serra/ES.
Após o ato, os metalúrgicos seguiram em passeata até a sede do Sindimetal,
em São Diogo, e seguiram até a portaria da Mineradora, onde encontram outros
metalúrgicos. |