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Delegação de empresários dos EUA
visita a Coreia Popular
Stephen Bosworth – representante especial do governo dos EUA para as questões da
República Popular Democrática da Coreia – RPDC visitou Pyongyang e encontrou-se
no dia 16 de dezembro com o vice-chanceler coreano, Kang Sok Ju, a quem entregou
carta do Presidente Barack Obama ao Presidente da RPDC, Kim Jong Il.
A visita oficial, dando sequência a recente visita realizada pelo ex-presidente
dos EUA, Bill Clinton, transcorreu tranqüila e num clima amistoso, permitindo
que ambas as partes convergissem para o entendimento.
Ao mesmo tempo aconteceu a visita de um grupo de empresários norte-americanos
para tratar de assuntos econômicos e comerciais. A delegação presidida por
Charles Boyd, presidente e oficial executivo-chefe dos “Executivos dos Negócios
de Segurança Nacional” visitou várias fábricas e instalações públicas em
Pyongyang e se declarou “impressionada e surpresa com o que via no país”,
relatou a agência KCNA.
Charles Boyd escreveu no livro de visitas do Monumento à Idéia Zuche – “desejo
que os EUA e a RPDC estabeleçam relações pacíficas e construam um mundo
próspero”.
Os empresários assinalaram que “os EUA e a Coreia têm o antecedente de terem se
enfrentado na guerra, mas nós desejamos encontrar um remédio para se eliminarem,
de agora em diante, as possibilidades de que a guerra se repita. Desejamos criar
um ambiente favorável ao desenvolvimento das relações econômicas bilaterais”.
Ao final de uma visita que os empresários norte-americanos fizeram à Fábrica
Têxtil de Pyongyang, admirados com a capacidade de produção e eficiência dos
equipamentos produzidos pelos próprios operários da fábrica, expressaram a
compreensão dos motivos pelos quais “a Coreia tem um tão grande apego a sua
economia independente”, e concluíram, “não é fácil produzir continuamente a
quantidade de tecidos consumidos pela população e subministrar os materiais
necessários a essa produção sem ter sido minimamente afetada pelas mudanças e
crises mundiais”, manifestando respeito pela opção feita pela RPDC em “buscar os
métodos para a construção econômica, de acordo com sua situação interna,
materializando seus princípios”.
H. Ross Perot, presidente do conselho da Corporação “Perot Systems”, integrante
do grupo de empresários, declarou que “Pyongyang deu um grande salto, pois havia
sido reduzida a cinzas no período da guerra e hoje está tão magnificamente
reconstruída”.
A delegação dos EUA assistiu a concertos sinfônicos entusiasmada com a
excelência dos músicos que “reputamos de nível internacional”, e, ao conhecer a
Universidade Kim Il Sung concluíram a visita afirmando que “a Coreia tem imensos
recursos humanos e materiais, grandes possibilidades de desenvolvimento
econômico, elevado nível pedagógico e científico além de grande recursos
minerais que despertam a atenção dos investidores estrangeiros”. E voltaram aos
EUA dispostos a materializarem acordos econômicos e comerciais com a RPDC.
ROSANITA CAMPOS
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