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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Abraço
Senhor
Editor. Em matéria de capa com o título “Abraço acha que prestar serviço
público é dar o calote em autor”, esse jornal faz uma leitura equivocada
e maldosa da proposta da Abraço sobre a relação rádios comunitárias
autores e intérpretes. A proposta do movimento de rádios comunitárias é
fortalecer a identidade cultural local, divulgar os artistas locais e
promover o desenvolvimento local. Nesse sentido não tem cabimento o ECAD
cobrar direitos autorais das emissoras com taxas mensais exorbitantes
sem qualquer identificação das obras executadas. Como os artistas locais
não são nem filiados às associações que mantêm o ECAD, com certeza nunca
receberão os recursos que são tirados de quem está propiciando a sua
divulgação e a possibilidade de algum dia terem seu trabalho reconhecido
e apreciado por pessoas que venham a frequentar seus shows e comprar
seus cds. É essa a questão que está em discussão.
José Sóter – coordenador executivo Abraço Nacional e
secretário geral FNDC – por correio eletrônico
Nota da
Redação:
Não é essa a questão
que está em discussão. E podemos garantir que o HP não fez uma leitura
maldosa da proposta da Abraço, pelas seguintes razões:
1. As rádios comunitárias não tocam só, nem
principalmente, obras de autores não filiados às associações que cobram
os direitos autorais através do ECAD.
2. Coerente com isso, o projeto da Abraço pede a isenção
do pagamento dos direitos autorais em geral.
3. O ECAD não cobra das rádios comunitárias “taxas
mensais exorbitantes”. Cobra apenas R$ 267,12 por mês – ou seja, meio
salário mínimo – para que estas possam dispor livremente de todo o
repertório musical, garantindo uma remuneração mínima a seus autores.
4. Sendo a Abraço uma entidade associativa, sua obrigação
ética é orientar os autores que eventualmente não estejam filiados às
associações a se associarem para receberem o que lhes é de direito.
O que a Abraço não deve é considerar que as rádios
comunitárias estão fazendo um favor ao tocar a obra dos artistas, pois é
em nome disso que as rádios convencionais, entre outras coisas, costumam
cobrar jabá.
O insano bloqueio a Cuba
Em uma das
maiores demonstrações mundiais de repúdio ao bloqueio estadunidense a
Cuba, há poucos dias, dos 192 países membros da ONU, 187 foram
favoráveis ao fim do bloqueio em uma votação histórica. Apenas os EUA, o
fiel estado de Israel, e o Palau (para quem não sabe, incluindo eu
mesmo, é uma pequena ilha de pouco mais de 20.000 habitantes incrustada
no mar das Filipinas...) votaram pela manutenção e apenas dois se
abstiveram: Marchall e Micronésia. Em 1992, o embargo foi convertido em
lei pelo Congresso Americano (pasmem...), e, em 1999, sob a batuta do
presidente democrata Bill Clinton, o mesmo partido do atual presidente
Barack Obama, foi duramente ampliado, proibindo as filiais estrangeiras
de companhias estadunidenses de comercializar com Cuba valores
superiores a 700 milhões de dólares anuais. A medida, lamentavelmente,
está em vigor até os dias atuais, tornando-se um dos mais duradouros
embargos econômicos da história moderna. Com mais essa recente
condenação moral por parte da Assembleia Geral da ONU, o governo Obama
tem a oportunidade histórica de liderar mudanças rumo à eliminação total
desse bloqueio insano imposto aos nossos irmãos cubanos, verdadeiro
crime contra a humanidade que se perpetua há quase meio século.
Laércio Júlio da Silva - Goiânia (GO)
Quem financia a guerra
O Império
está encharcando o mundo com as drogas. Se você tem alguém na família
dependente das drogas, agradeça ao Império, porquanto ele comanda as
drogas no planeta. Esse é o modelo de democracia que esses senhores da
guerra tem para oferecer ao mundo. É preciso garantir o transporte
seguro do pozinho esbranquiçado para consumo no país que congrega a
matriz da multinacional das drogas. Assim, mantém bases militares em
Honduras, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Peru e Afeganistão. É o pozinho
branco quem financia suas tropas no exterior.
Cerca Cerqueira – por correio eletrônico
Jardim árabe
Os EUA
declararam meses atrás que a construção de assentamentos por parte dos
sionistas é ilegal. Eu não sei como, misteriosamente, a construção
desses assentamentos não representa agora nenhum problema para as
negociações entre árabes e judeus. Imaginemos amigos que alguém entra na
sua casa tentando fazer do seu jardim uma casa para ele argumentando que
você não falou para ele que ele não pode construir uma casa em seu
jardim. Parece piada!
Hussein Hussein – por correio eletrônico |