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Funcionários fazem paralisação na Companhia
Energética de Brasília:
CEB propõe 2% de reajuste e trabalhadores
iniciam greve
Além do reajuste abaixo da inflação, empresa se
recusa a garantir direitos
Os trabalhadores da Companhia Energética de
Brasília (CEB) entram em greve a partir desta
terça-feira (3). Em campanha salarial, os
funcionários da empresa reivindicam reajuste
salarial de 8% (4% do INPC mais 4% de aumento
real), no entanto, a empresa oferece metade do
INPC do período (2%).
Os funcionários - que vêm se mobilizando desde o
início de outubro para garantir um acordo
coletivo que contemple a categoria, reivindicam
- além do aumento salarial, o fim das
terceirizações na companhia, eleição de
representante na diretoria da Faceb (Fundação de
Previdência dos Empregados da CEB), eleição de
representante no conselho de administração da
CEB, adicional de periculosidade (pagamento
sobre todas as verbas de natureza salarial),
adicional de atividade em ambiente confinado e
programa de preparação para a aposentadoria.
Até o momento, a empresa, administrada pelo
Governo do Distrito federal, se recusou a
incluí-las no Acordo Coletivo de Trabalho, e
ainda descartou conquistas já adquiridas pelos
trabalhadores, como o pagamento do
tíquete-natalício. Os funcionários também
repudiam o projeto da empresa de entregar a
gestão do plano de saúde dos a uma operadora
privada.
Na avaliação do Sindicato dos Urbanitários no
Distrito Federal (STIU-DF), que representa a
categoria, “além de decepcionante, a proposta
reflete uma posição de profundo desrespeito com
os trabalhadores. O que a CEB está oferecendo
contraria em muito a expectativa da categoria,
uma vez que o cenário econômico e a situação da
empresa estão claramente mais favoráveis agora
do que no ano passado”, afirma a entidade. “Um
dos indicadores desse novo quadro é o
crescimento da receita estimado para este
exercício, que, segundo a área financeira da
própria Companhia, pode chegar a 10%,
representando um aumento da ordem de 6% em
relação ao exercício anterior, que fechou em 31
de dezembro de 2008 em pouco mais de 4%”.
De acordo com o Sindicato, a proposta de greve
foi aprovada maciçamente, representando “uma
importante demonstração de unidade e força que,
certamente, norteará os próximos passos da nossa
campanha salarial”. |