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MJ investiga favorecimento da Telefónica
a provedores
A SDE
(Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, decidiu dar
prosseguimento à apuração das possíveis práticas “anticoncorrenciais” da
Telefónica no que diz respeito a provedores de acesso à internet.
O processo é
resultado de ação da Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso,
Serviços e Informações de Rede Internet), que acusa a empresa espanhola de
favorecer de forma ilícita os provedores do mesmo grupo.
A Telefónica,
através da Política de Parceria Acesso Zero, que também será analisada pela SDE,
impôs uma série de dificuldades aos provedores, como o prazo fixado pela empresa
para adesão ao programa, a forma de cobrança dos provedores para divulgação de
seus serviços e a migração automática da base de clientes para provedores de seu
grupo.
Segundo a SDE,
a Telefônica concedeu apenas algumas horas antes para que os outros provedores
aderissem ao plano antes de divulgar a seus clientes um plano gratuito com
provedores do mesmo grupo.
A Justiça
paulista concedeu liminar obrigando a Telefónica a prestar o Speedy sem
provedor. Quando esta liminar foi derrubada, a Telefônica migrou 1,1 milhão de
clientes do Speedy para um provedor próprio, o iTelefônica, operado pela
ATelecom, uma empresa do grupo da Telefónica.
Para o SDE, a
decisão de escolha do provedor é do consumidor “sendo que nada obsta que esse
provedor tenha um plano de oferta gratuito”.
A decisão do Ministério da Justiça foi publicada no Diário Oficial da União no
dia 4.
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